Metroviários mantém greve no DF pelo 6º dia

Foto: Metrô-DF/Divulgação

Paralisação começou na quinta-feira (9). Categoria reivindica reajuste de salários e nomeações de concurso

ALEXANDRE PELEGI

Em assembleia realizada na noite desta segunda-feira (13), os metroviários do Distrito Federal decidiram manter a greve iniciada na última quinta (9).

O Sindicato dos Metroviários (Sindmetrô) informa que a categoria segue o movimento “por tempo indeterminado”.

Os metroviários enviaram ontem, segunda-feira (13), a defesa da categoria  ao Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10), em que pedem a reconsideração da Justiça quanto ao descumprimento por parte da categoria da liminar expedida pelo órgão.

Na última quarta-feira (8), o TRT determinava que o Metrô funcionasse com 90% da frota de trens em horário de pico e 60% em tempos normais. O Metrô tem até a próxima quinta-feira (16) para apresentar a réplica. Somente após essa data a Justiça deve emitir uma decisão sobre o impasse.

Nesta terça (14) os trens deverão circular em esquema semelhante ao dos últimos dias.

Nos horários de pico – entre 6h e 10h, e entre 16h30 e 20h30 –, o Metrô deve funcionar com 16 das 24 composições. Nos demais horários, as 24 estações deverão ser fechadas.

O governo do DF reforçou a oferta de ônibus nas regiões atendidas pelo Metrô. Segundo a Secretaria de Mobilidade, 67 ônibus adicionais estão rodando em Águas Claras, Ceilândia, Guará, Taguatinga e Samambaia.

Os metroviários reivindicam reajuste salarial de 8,4%, com efeito retroativo, e a contratação de 631 metroviários que foram aprovados no último concurso – 331 para entrada imediata e 300 para o cadastro de reserva. A categoria decidiu que o movimento será por tempo indeterminado, até que o Governo do Distrito Federal (GDF) responda às demandas acertadas em acordo assinado em 2015.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transporte

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