Jacob Barata Filho e outros empresários de ônibus do Rio de Janeiro são alvos mais uma vez da PF em operação nesta manhã

Investigação mostra Jacob Barata Filho como um dos beneficiados do esquema

Operação Cadeia Velha também cumpre mandados de prisão contra membros da Alerj – Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro

ADAMO BAZANI

A Polícia Federal e a Procuradoria da República estão nas ruas nesta manhã no Rio de Janeiro e cumprem mandados de prisão e condução coercitiva contra políticos, funcionários públicos e empresários de ônibus. Também são cumpridos mandados de busca e apreensão.

Trata-se da Operação Cadeia Velha que investiga os supostos esquemas de corrupção praticados na gestão do ex-governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral.

As apurações mostraram, segundo a PF e a Procuradoria, que desde 1990 existe um esquema de compra de decisões na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro – Alerj para beneficiar os controladores do setor de transportes. A “caixinha” servia, ainda de acordo com as apurações, para que fosse aprovado tudo o que beneficiasse os donos de empresas de ônibus.

De acordo com a Polícia Federal, há mandados de prisão contra o empresário de ônibus Jacob Barata Filho (que já foi preso e solto posteriormente pelo ministro do STF, Gilmar Mendes), o empresário de ônibus José Carlos Lavouras, o ex-presidente da Fetranspor (Federação das empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro), Lélis Marcos Teixeira. Também há mandados de prisão contra Felipe Picciani, filho do presidente da Alerj – Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Jorge Picciani. Felipe é gerente da Agobilara, empresa que concentra os negócios da família.

Existem mais mandados de prisão contra Jorge Luiz Ribeiro, homem de confiança do presidente da Alerj; contra o assessor especial do gabinete da presidência da Alerj, Sávio Mafra, a chefe do gabinete do deputado Paulo Melo, Andreia Cardoso do Nascimento e ao irmão dela, Paulo Cardoso do Nascimento.

Segundo a PF, os deputados Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi só não são presos porque a Constituição do Estado do Rio de Janeiro dá imunidade aos parlamentares que só podem ser presos em flagrante ou com autorização da Alerj, o que quase nunca acontece.

Mas, pela continuidade dos crimes, a Procuradoria vai pedir a conversão dos delitos para flagrante ao Tribunal Regional Federal.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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