OUÇA: Sistema de produção garante preços mais baixos e ônibus com qualidade maior, diz Mascarello
Publicado em: 3 de novembro de 2017
Encarroçadora acredita em crescimento no mercado de transportes coletivos. Fretamento responde por 30% e licitação desperta atenção da fabricante
ADAMO BAZANI
O preço final de um produto e a qualidade podem definir sua competitividade no mercado, ainda mais em época de recuperação econômica, quando as atividades começam a se aquecer aos poucos, mas com recursos que continuam escassos.
E, dependendo da forma de produção, é possível aliar baixo custo com mais qualidade.
Pelo menos é o que garante a encarroçadora de ônibus Mascarello, conhecida no mercado por ter preços mais baixos que similares de outras fabricantes.
“Cada empresa tem um foco de negócios. E o da Mascarello é criar soluções inovadoras no sistema de produção. Nosso sistema é o MRP com LIA que possibilita que tenhamos uma produtividade maior, uma organização mais inteligente da fábrica” – explicou o gerente nacional de vendas da Mascarello, Antonio Carlos Capacce, em entrevista ao Diário do Transporte, durante o evento do setor de fretamento promovido pela ANTTUR – Associação Nacional dos Transportadores de Turismo e Fretamento (Brasil Fret), e Federação das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento do Estado de São Paulo (18º Encontro de Empresas).
O MRP (Material Requirement Planning, ou Planejamento de Requisitos de Materiais) é um sistema computadorizado de controle de inventário e planejamento de produção, com base em previsão na demanda de produtos, com adequação dos estoques e mão de obra a esta demanda. O objetivo é reduzir custos e o tempo de produção.
Capecce explicou que uma das características do sistema é que há espécies de “sub-fábricas” na planta principal que produzem de maneira mais eficiente os principais componentes das carrocerias dos ônibus.
“A questão não é só tempo de produção, mas organização. A gente consegue produtividade com o planejamento mais eficaz. Com essas ‘mini-fábricas’, conseguimos fazer com que as peças e os subconjuntos cheguem no exato tempo necessário na linha de produção. Isso faz com que o produto seja mais inteligente no fazer, reduzindo seu custo” – continuou explicando Capecce.
A empresa estima crescer em 2018 juntamente com a expansão do segmento de fretados, que devido à crise econômica registrou elevada queda. Com menos trabalhadores de fábricas, estabelecimentos comerciais e na construção civil, por causa do desemprego, as empresas de fretamento tiveram perdas significativas de passageiros. Além de não renovarem a frota, algumas transportadoras tiveram de desfazer de parte de seus ônibus. Com a perspectiva de retomada das atividades econômicas, aos poucos, as empresas de fretados devem passar a transportar mais gente. Alguns ônibus, já chegando à idade limite, precisarão ser renovados.
Capecce explicou que na linha de modelos rodoviários da Mascarello, tanto micros, como para chassis de motor dianteiro ou traseiro, o fretamento hoje representa 30% das vendas.
O executivo também explicou que a empresa já tem homologados sistemas de plataformas elevatórias nos ônibus de padrão rodoviário para pessoas com deficiências. Os equipamentos homologados são da Foca e Elevittá.
A partir de 1º de julho de 2018, nenhum ônibus de padrão rodoviário pode sair de fábrica com as cadeiras de transbordo e sem plataformas elevatórios, de acordo com portaria 205, publicada em 19 de julho pelo Inmetro – Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia, no Diário Oficial da União. Mas a data pode ser adiada de novo.
Desde 2015, as normas estão para entrar em vigor, mas, principalmente as empresas, barraram alegando custos maiores e falta de disponibilidade tecnológica no mercado.
A obrigatoriedade anteriormente era para entrar em vigor no dia 2 de junho de 2015, depois foi para 1º de julho de 2016, 1º de julho de 2017 e, agora, 1º de julho de 2018.
ÔNIBUS URBANOS DE SÃO PAULO:
O mercado de urbanos é um dos mais fortes para a Mascarello juntamente com o micro-ônibus de fretamento, que é o carro chefe.
E estar no principal mercado do País, o da capital paulista, que hoje reúne uma frota de quase 15 mil ônibus, é essencial para se projetar para outros sistemas. O foco principal, assim como ocorre com outras encarroçadoras, é o subsistema local, das empresas que surgiram de cooperativas. O subsistema estrutural, das empresas mais antigas e com linhas maiores, têm forte participação do Grupo Ruas, que também é sócio da fabricante de carrocerias Caio Induscar, natural fornecedora de carrocerias às empresas do grupo. Mas Capecce diz que o objetivo também é participar mais do subsistema estrutural.
“Nosso foco é oferecer ao mercado produtos que atendam às especificações da SPTrans (São Paulo Transporte – gerenciadora local), que são bastante criteriosas. Nós atendemos desde a linha do minionibus (o que no mercado se chama de micros) até biarticulados, se for necessário. A Mascarello tem toda a gama de aplicações da SPTrans” – disse Capecce que ainda afirmou que cerca de dois mil ônibus (em especial os menores) entraram para o sistema da SPTrans, entre veículos que ainda estão operando ou que já atingiram a idade máxima e foram substituídos.
OUÇA A ENTEVISTA NA ÍNTEGRA:
ANTONIO-CAPACCE-MASCARELLO-ADAMO-BAZANI
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


Amigos, bom dia.
O custo de todo e qualquer produto no Barsil é engordurado e todos sabemos porque, infelizmente tem de ser assim.
Desde a revolução industrial o calcanhar de Aquiles da indústria, sempre foi e sempre será equacionar demanda e produção e no Barsil em especial isto é surreal.
Mas faz parte, Barsil é Barsil.
Att,
Paulo Gil
Oi Prof.Capecce , acompanho sempre que possível notícias e informações da Mascarello. Curiosidade sobre o que é o sistema LIA ?