Entidades pressionam Câmara de SP por votação de PL que altera prazo de contratos de ônibus

Publicado em: 26 de outubro de 2017

Idec, Nossa SP e Cidade dos Sonhos foram recebidas pelos vereadores Milton Leite e Gilberto Natalini, coautores de texto substitutivo

ALEXANDRE PELEGI

Em reunião nesta quarta-feira (25) na Câmara Municipal de SP, o Idec – Instituto de Defesa do Consumidor, a Rede Nossa São Paulo e o projeto Cidade dos Sonhos, foram debater o Projeto de Lei (PL) 300/2017, que estabelece prazos para a troca da matriz energética da frota de ônibus da cidade.

As entidades foram recebidas pelo presidente do legislativo, vereador Milton Leite, e pelo vereador Gilberto Natalini (PV), coautores de um texto substitutivo. Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2017/09/16/camara-realiza-audiencia-publica-para-debater-novo-substitutivo-ao-pl-300/

Os representantes das organizações foram até à Câmara cobrar celeridade na votação do projeto de lei.

A lei em vigor estabelece o prazo de contrato obrigatoriamente em 20 anos, prorrogáveis por mais 20 anos. Já as entidades defendem um limite de 15 anos para o contrato e, principalmente, um prazo máximo de 2 anos de prorrogação após o encerramento.

Segundo os representantes das entidades presentes, a prolongação sem licitação desses contratos é grave, pois estende a execução do serviço sem um novo estudo dos problemas e custos da rede de ônibus e, além disso, gera insegurança para os empresários, desestimulando novos investimentos no setor.

Rafael Calabria, pesquisador em mobilidade urbana do Idec, afirmou: “Nossa demanda é limitar em 2 anos o prazo máximo para a realização de uma nova licitação e assim forçar as futuras gestões a realizar rapidamente outras licitações reavaliando os critérios econômicos e de qualidade no momento em questão”.

Na última sexta-feira, dia 20 de outubro, as três entidades enviaram uma carta com as reivindicações ao presidente da Câmara, aos vereadores da Comissão de Transporte, além do Secretário de Transportes Sergio Avelleda, e ao Presidente da SPTrans, pressionando pela necessidade de atualização da lei.

O presidente da Câmara, Milton Leite, ressaltou que o Projeto precisa trazer metas exequíveis, tanto do ponto de vista técnico e ambiental como econômico. Leite lembrou que o sistema de transporte já custa hoje R$ 8 bilhões, dos quais R$ 3 bilhões são bancados pela Prefeitura na forma de subsídios. Logo, segundo ele, o cronograma de troca da matriz não pode onerar ainda mais os cofres do Município.

“O Executivo não tem condições de colocar mais dinheiro no transporte, não tem de onde tirar. O Orçamento é um só. Se precisar colocar mais recursos no Transporte, vai ter de tirar de outras áreas, como Saúde e Educação”, disse Milton Leite.

No encontro desta quarta-feira ficou acertado que as duas partes voltarão a se reunir para tentar chegar a um acordo que atenda as necessidades de melhorias para os processos licitatórios e se reflita na melhor qualidade do transporte público e no bem estar da população.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transporte

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Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite.

    Preliminarmente; a licitação para o buzão NÃO se sustenta mais.

    Outra coisa PREVISIVELLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL

    O buzão verde vai onerar ainda mais, afinal ele tem maior custo de fabricação.

    Peneira não tampa sol.

    O sistema do buzão de Sampa tá falido e faz tempo.

    As empresas não são instituições filantrópicas e a PMSP está sem caixa e o contribuinte idem.

    Como não dá mais para usar a Planilha B, por “n” razões, parem de discutir sexo dos anjos.

    Acabem com a bateção de lata de articuladinho trucadinho com ar condicionado de mais de Um milhão e 500 mil Reais, eliminem as linhas zigzagueadas, 21/21 e as turísticas Penha – Lapa.

    Ai todo mundo sairá ganhando, passageiro, empresas, PMSP e os contribuintes.

    Não adianta mais bater na mesma tecla.

    ACORDA SAMPA.

    Mas pela amostra que eu vi ontem na votação, A INCOMPETÊNCIA IMPERA.

    Não há cérebros para fazer o óbvio.

    Empresario de buzão pode mudar de ramo, pois a era do ouro ACABOU.

    E depois que os Aerotrens começarem a operar ( se é que um dia isso vai acontecer), ai é que o buzão vai a óbito mesmo.

    Mas os Tubarões já sacaram isso faz tempo, tanto que a BR Mobilidade já se lançou no VLT e o Grupo Ruas na Linha 4 amarela.

    Só vão ficar os micros ligando os trilhos.

    Alguém duvida ??

    Depois não digam que o Paulo Gil não avisou

    PREVISIVELLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL

    Att,

    Paulo Gil
    “Buzão e Emoção é a Paixão”

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