Linha 2 VLT do Rio de Janeiro é prolongada até a Central do Brasil

Publicado em: 21 de outubro de 2017

Sistema deve receber até 40% mais passageiros por dia quando novo trecho tiver operações no horário comercial da linha

Trajeto passa a ter 12 estações, algumas compartilhadas com a linha 1

ADAMO BAZANI

Começou neste sábado, 21 de outubro de 2017, a operação de um novo trecho da linha 2 do VLT – Veículo Leve sobre Trilhos do Rio de Janeiro.

Agora os trens circulam até Central do Brasil, entre a Rodoviária e a Praça XV. A linha 2 passa a ter 12 estações, algumas compartilhadas com a linha 1.

Inicialmente, as operações deste novo trecho (Central-Rodoviária) serão apenas entre 6h às 20h. Como trata-se de um teste, haverá a chamada operação assistida, sem o pagamento de passagem. Mesmo assim, será obrigatório passar pelas catracas. Haverá possibilidade de carga e recarga antes do embarque, mas o crédito não será descontado.

Já o trecho entre Central e Praça XV seguirá tarifado no horário de 6h à meia-noite.

A nova estação fica na Rua Senador Pompeu, nas proximidades do portão 6 da Supervia.

Segundo a prefeitura do Rio de Janeiro, a expectativa com o início das operações definitivas do novo trecho é de aumento inicial de até 40% no número total de passageiros transportados, hoje de aproximadamente 44 mil pessoas por dia útil, com picos acima de 50 mil.

A prefeitura ainda informou como ficam os intervalos das tinhas e o trajeto com este novo trecho:

Pela nova configuração, os VLTs que saírem da Rodoviária em direção à Praça XV farão serviço de passageiros nas paradas Equador, Pereira Reis e Vila Olímpica antes de chegar à Central. No sentido inverso, as composições quem vem da Praça XV sairão da Central passando por Gamboa, Santo Cristo e Cordeiro da Graça, chegando à Rodoviária. 

Com até nove VLTs em circulação, a Linha 2 passa a rodar com intervalos de sete a 15 minutos minutos nos dias úteis. A estação Rodoviária terá saída de composições a cada 3,5 minutos, com revezamento entre as Linhas 1 e 2. É importante que os usuários tenham atenção aos painéis dos trens e das estações para confirmar o destino das composições antes de embarcar.

Ainda na nota, a prefeitura do Rio de Janeiro explica como é a tarifação atual do sistema.

A passagem custa R$ 3,80 e dá direito a transferência entre as linhas em até uma hora. Também é possível utilizar mais de um VLT no mesmo sentido sem nova cobrança durante esse intervalo. O cartão deve ser validado sempre que o passageiro embarcar, para garantir que o tempo de integração esteja vigente.

 Em caso de aquisição de cartão, além do valor da passagem, são cobrados R$ 3 reais como depósito-garantia, reembolsáveis em qualquer loja Riocard. Os cartões são recarregáveis e aceitos em ônibus, trens, metrô e barcas. As máquinas aceitam dinheiro (cédulas e moedas) e cartões de débito Visa, Mastercard ou Elo.

 Os terminais não dão troco, mas o valor carregado é revertido em créditos. A recarga também pode ser feita pelo site Recarga Fácil ou nas lojas e pontos credenciados pela RioCard.

 Cada usuário deve ter o próprio cartão. No VLT, não é possível validar a passagem para mais de uma pessoa no mesmo cartão. Todas as composições mantêm agentes da concessionária que atuam em parceria com a Guarda Municipal em ações de fiscalização. A não-validação está sujeita à multa de R$ 170, de acordo com a Lei Municipal 6.065/2016. O valor aumenta para R$ 255 em caso de reincidência (multa mais 50%).

 A gratuidade no VLT Carioca está assegurada de acordo com a legislação. Pessoas com mais de 65 anos devem validar com o RioCard Sênior ou apresentar documento de identidade, caso solicitado. Crianças de até cinco anos não precisam de cartão, como nos demais sistemas de transporte público do Município do Rio.

 Passageiros nas seguintes condições devem obrigatoriamente validar o cartão: Alunos uniformizados da rede pública de ensinos Fundamental e Médio do Rio de Janeiro e portadores do cartão de gratuidade para estudante; estudantes de universidades portadores do Passe Livre Universitário; pessoas com deficiência e acompanhantes legalmente autorizados e doentes crônicos e acompanhantes legalmente autorizados. 

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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