As imagens mostrando o momento da ação foram divulgadas pela Viação do Sul, empresa proprietária do ônibus
ALEXANDRE PELEGI
Desde o início da onda de violência no transporte público de Curitiba e região, que já vitimou três pessoas em 2017, o Sindicato de Motoristas e Cobradores (Sindimoc) vem colocando como principal reivindicação a instalação de câmeras no interior dos ônibus.
A Comec – Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba, que gerencia o transporte na Região Metropolitana da capital paranaense, vem testando câmeras nas linhas intermunicipais há cerca de um mês. E foi num desses testes que no último dia 11 de outubro dois homens armados com facas foram flagrados num arrastão em um ônibus da linha Curitiba/Tamandaré/Minérios.
As imagens mostrando o momento da ação foram divulgadas pela Viação do Sul, empresa proprietária do ônibus, nesta segunda-feira (dia 16), e mostram os assaltantes levando pertences de funcionários e passageiros.
Para o Sindimoc, este caso “reitera como as filmadoras seriam importantes em todos os ônibus para facilitar o combate aos arrastões diários”.
Na capital Curitiba, no entanto, não há previsão para este sistema seja instalado nos ônibus, mesmo isso sendo obrigatório segundo determina a lei municipal 13.885/2011. A Urbs, que gerencia o transporte público na capital, alega não ter recursos para a instalação dos equipamentos.
Segundo a empresa, isso seria viável somente a partir da renovação da frota, fato que não acontece desde 2013, já que as empresas de transporte de Curitiba estão desobrigadas a trocar os veículos por decisão judicial. A decisão atendeu a um pedido das empresas, que alegaram desequilíbrio econômico-financeiro dos contratos de concessão.
Como as duas coisas estão ligadas – instalação das câmeras e renovação da frota -, a capital Curitiba não tem data para ter o sistema.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
