OPINIÃO: Queda nos licenciamentos de ônibus novos no Brasil. Será só a crise econômica?
Publicado em: 5 de outubro de 2017
Anfavea: produção de ônibus acumula alta de 11,6% e licenciamentos, queda de 7,9%. Empresas apostam em melhoria da economia para renovação da frota, mas ainda há questões específicas do setor para serem resolvidas
ADAMO BAZANI
O mercado de ônibus começa a expressar uma reação diante dos três anos de queda acumulada, no entanto, os números positivos ainda não podem ser considerados suficientes para que o quadro seja revertido em curto prazo.
Segundo balanço da Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, divulgado nesta quinta-feira, 05 de outubro de 2017, entre janeiro e setembro deste ano foi registrada alta de 11,6% na produção de chassis de ônibus no Brasil em comparação a semelhante período de 2016.
Saíram das montadoras, 16.155 chassis nos primeiros nove meses deste ano, enquanto que no período de 2016, foram 14.482 chassis.
A alta foi puxada pela produção de chassis para ônibus urbanos. Foram produzidos entre janeiro e setembro de 2017, 12.416 chassis e, no mesmo período de 2016, 10.732 unidades, alta de 15,7% na comparação.
Já com a produção de plataformas para modelos rodoviários, o número ficou praticamente estável entre os noves primeiros meses de 2016 e 2017. No período, deste ano, foram fabricados 3.739 chassis para rodoviários e, no mesmo intervalo de tempo de 2016, 3.750 unidades. Assim, no acumulado deste ano, a queda foi de 0,3% em comparação a janeiro-setembro de 2016.
Entre agosto e setembro, as linhas de montagem tiveram uma redução de ritmo, com queda de 23% na atividade. Em agosto, saíram das fábricas, 2.192 chassis, sendo 342 rodoviários e 1.850 urbanos. Em setembro, foram 1.687 plataformas para ônibus, das quais 270 rodoviárias e 1.417 urbanas.
Já, no acumulado, os licenciamentos registram queda de 7,9%.
De acordo com a Anfavea, entre janeiro e setembro deste ano, foram emplacados 8.562 veículos de transporte coletivo. No mesmo período de 2016, foram licenciados 9.295, Entre agosto e setembro, a queda no total de licenciamentos de ônibus novos foi de 44,5%, passando de 1.558 unidades para 865.
As exportações de ônibus montados no acumulado do ano registraram queda de 3,3%.
Entre janeiro e setembro deste ano, foram embarcados 6.984 ônibus, dos quais, 2.316rodoviários e 4.424 urbanos.
No mesmo período deste ano, foram exportados desmontados, em regime de CKD, 3.941 e, no ano passado, de janeiro a setembro, foram 4.977 unidades.
Como as exportações de ônibus montados estão em queda, embora que menor do que no mercado nacional, a diferença entre a alta de produção e a queda de licenciamento pode ser explicada pelo tempo necessário entre a produção do chassi, o encarroçamento e o emplacamento, que pode variar entre dois e seis meses. Tanto é que, após o registro dos primeiros licenciamentos da fase que indica recuperação nas vendas, o ritmo industrial voltou a cair.
Isso acaba revelando alguns sinais como: já é possível falar em reação, mas não em recuperação ainda.
Além da questão econômica global do País, o setor de transporte coletivo terrestre enfrenta algumas especificidades.
Apesar de o Refrota, programa de financiamento de ônibus urbanos novos com recursos do FGTS que só começou a deslanchar nove meses depois do anúncio, e do Finame, com juros convidativos, os donos de empresas de ônibus ainda se queixam de restrições de acesso a financiamentos.
Também pela crise econômica, mas por fatores como falta de prioridade ao transporte coletivo no espaço urbano e nos investimentos públicos, a queda do número de passageiros que ocorre de maneira consecutiva há cinco anos retira a capacidade das empresas de renovar a frota. Sem investimentos em corredores e faixas de ônibus e gestão eficiente dos sistemas, os ônibus continuarão presos nos congestionamentos, lotados e pouco eficientes, o que afugenta passageiros, ainda mais agora com opções como financiamentos de baixo custo e parcelas reduzidas de motos e a oferta de transportes por aplicativos.
Problemas localizados, mas que se somados também mostram uma realidade do setor, também explicam a capacidade reduzida de as empresas de ônibus investirem: Há locais onde o poder público não cumpre os contratos de reajuste tarifários, com congelamentos ou mesmo reduções nos valores; aumento do total de gratuidades sem o custeio equivalente e demora para a conclusão de processos licitatórios estão entre os exemplos.
MARCAS:
Em relação às marcas, o ranking de licenciamentos da Anfavea mostra as seguintes posições no acumulado entre janeiro e setembro:
1º) Mercedes-Benz: 4.290 unidades, queda de 15,6% em relação a período semelhante de 2016.
2º) MAN/ Volkswagen Caminhões e Ônibus: 1.521 unidades, alta de 4% em relação a período semelhante de 2016.
3º) Agrale (inclui miniônibus Volare): 1.024 unidades, queda de 19,6% em relação a período semelhante de 2016.
4º)Iveco: 922 unidades, alta de 41,2% em relação a período semelhante de 2016.
5º) Scania: 407 unidades, alta de 87,6% em relação a período semelhante de 2016.
6º) Volvo: 251 unidades, queda de 56% em relação a período semelhante de 2016.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


Amigos, boa noite.
Sem lucro, NADA FEITO em nenhuma área de atuação.
Isso se os empresários do buzão não mudarem de ramo.
Afinal, o capital investido é muito alto; sem retorno e com o puuuuuuuuder empacando o setor e empacado internamente, sem a VELHA licitação, essa maresia vai longe.
Somente após as eleições presidenciais.
E olha lá, pois se a planilha B não for aplicada, nem com novo presidente o buzão vai rodar.
PREVISIVELLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL
MUDA BARSIL.
Att,
Paulo Gil