Araucária reduz custos do transporte coletivo, mantém subsídio ao sistema e anuncia redução de tarifa
Publicado em: 28 de setembro de 2017
Sistema de transporte coletivo da cidade da Região Metropolitana de Curitiba está fundamentado na concessão de subsídio público
ALEXANDRE PELEGI
A prefeitura de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, está dando um ótimo exemplo de como gerir as contas do sistema de transporte coletivo. Tanto é verdade que nesses dias, conforma cita o colunista do jornal Gazeta do Povo, Celso Nascimento, “fez um anúncio incomum para tempos de crise fiscal nos municípios”.
O anúncio a que se refere o colunista é que Aos domingos os ônibus de Araucária passarão a circular sem cobrança de tarifa. Além dessa gratuidade chamada de “domingueira”, a prefeitura anunciou ainda que a partir de 2018 a tarifa no município será reduzida a menos da metade, e poderá cair dos atuais R$ 4,25 para R$ 2,10.
O jornalista Celso Nascimento joga uma dúvida no ar: “se em Araucária é possível ônibus grátis aos domingos e passagens mais baratas, por que em Curitiba não é?”.
O próprio jornalista responde: “A resposta está em uma diferença crucial no modelo de financiamento do transporte: a existência de subsídio público”.
Replicando a explicação da Companhia Municipal de Transporte Coletivo (CMTC) de Araucária, o jornalista mostra qual a “mágica” realizada pela prefeitura local.
Tudo começa com o custo de operação do sistema de ônibus, cerca de R$ 56 mil a cada domingo. A prefeitura remunera as empresas por quilômetro rodado, logo o valor tem de ser pago com ou sem passageiros nos ônibus. Os dados da CMTC apontam que a prefeitura arrecadava em média com o pagamento de passagens cerca de R$ 24 mil por domingo. Logo, o Executivo subsidiava o sistema com R$ 32 mil. A maneira de possibilitar a gratuidade foi aumentar o aporte de recursos públicos, calculado em R$ 1,2 milhão por ano.
O diretor-presidente da CMTC, Samuel Almeida Silva, explica que este gasto com subsídio é viável “porque o município conseguiu tomar medidas administrativas que reduziram o custo de operação do transporte coletivo”.
Os dados demonstram: enquanto em 2016 o custo do sistema foi de R$ 79 milhões, em 2017 o orçamento prevê R$ 61 milhões para os serviços de transporte. Pelas contas da prefeitura, mais que a redução orçamentária, a projeção é que os gastos com o sistema ficarão na casa dos R$ 54 milhões. Dessa diferença e R$ 7 milhões é que sairá o financiamento da “domingueira”.
O diretor-presidente da CMTC explica quais as principais medidas adotadas: redução das despesas com serviços de limpeza e segurança; reorganização de linhas de ônibus; e atualização dos cálculos da planilha de custos, que derrubou o valor pago por quilômetro rodado de R$ 8,67 para R$ 7,29.
Mais que financiar a gratuidade aos domingos, tais ações garantiram ainda a implantação do passe livre para estudantes da rede pública, que teve início em julho.
O financiamento do transporte coletivo de Araucária para 2017 prevê que a prefeitura usará até 38% de seu orçamento anual.
O jornalista Celso Nascimento lembra que em Curitiba, segundo a Urbs, não há nenhum subsídio ao transporte, nem por parte do município nem do governo do Paraná.
Samuel Almeida Silva, gestor do transporte público de Araucária, ao contrário da capital paranaense, defende o aporte de recursos da prefeitura para o sistema de ônibus. Ele critica o modelo adotado por Curitiba, que chamou de “subsídio ao contrário”.
Citado pelo colunista do Gazeta do Povo, Samuel questiona: “Por que Curitiba paga uma tarifa técnica de R$ 3,79 e cobra R$ 4,25 do usuário? Curitiba está ao contrário, o usuário paga a passagem e subsidia mais 45 centavos. Eu não sei qual a vantagem, não vejo onde está o princípio da modicidade. O usuário está pagando além da conta”.
Mas as novidades de Araucária não ficarão somente na implantação da domingueira e do passe livre para estudantes. A cidade planeja reduzir a passagem em mais da metade do valor atual para os trajetos urbanos a partir de 2018.
A prefeitura quer tornar mais justo o deslocamento dos usuários que tomam ônibus apenas dentro da cidade. Hoje, o passageiro que anda de ônibus dentro de Araucária paga o mesmo valor que se fosse de um extremo da cidade até um terminal de Curitiba: R$ 4,25.
Samuel Silva explica a ideia: “Nós queremos fazer com que o cidadão que mora e trabalha em Araucária volte a usar o coletivo. Hoje ele não usa porque é muito caro para trajetos mais curtos”. A prefeitura não definiu o valor que passará a cobrar em 2018, mas a expectativa é que fique em torno de R$ 2,10.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes



Amigos, boa noite.
Como aos domingos não tem buzão, de graça É CARO.
Das duas umas.
Ou a tarifa tem gordura ??
Ou alguém vai pagar por isso.
Mas isso é populismo, num país inflacionários não se reduz preço, até porque o Diesel foi majorado.
PREVISIVELLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL
Att,
Paulo Gil