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Governo paulista recebe equipe do Banco Mundial para avaliar Trem Intercidades

Trecho entre Americana e a Estação Água Branca, em São Paulo, pode ser o primeiro a sair do papel

Equipe fará visitas técnicas e colherá informações sobre o projeto; governo quer participação do Banco na elaboração da PPP

Alexandre Pelegi

Uma equipe do Banco Mundial (BIRD) virá a São Paulo esta semana com a missão especial de analisar o projeto do Trem Intercidades junto ao governo do Estado.

O BIRD – Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento é uma instituição financeira internacional que oferece empréstimos a países em desenvolvimento de renda média. Ele é a primeira das cinco instituições que integram o Grupo Banco Mundial, o que o leva a ser conhecido também pelo nome da própria instituição que integra.

O diretor de infraestrutura do Banco no Brasil, Paul Procee, fará com sua equipe de oito profissionais um programa intensivo de reconhecimento e discussões sobre o Trem Intercidades.

O foco da visita é coletar informações que possibilitem ao BIRD atuar como parceiro do governo paulista na modelagem da Parceria Público-Privado que viabilizará o projeto.

Conforme noticiamos em dezembro de 2016, em um debate sobre o projeto do Trem Intercidades, realizado na Câmara dos Deputados, em Brasília, o Secretários dos Transportes Metropolitanos de São Paulo, Clodoaldo Pelissioni, já dissera que a pretensão do Estado era lançar uma Parceria Público Privada em 2017.

O projeto completo inclui várias cidades do interior paulista, formando uma malha ferroviária que ligaria as cidades de Campinas, Vale do Paraíba, Baixada Santista, Sorocaba e São Paulo com atendimento de composições que correriam a 160 quilômetros por hora.

Relembre:  https://diariodotransporte.com.br/2016/12/01/governo-de-sp-quer-ppp-de-trens-intercidades-para-2017/#prettyPhoto

O trecho prioritário, segundo afirmou o secretário na ocasião, era o de Americana a São Paulo, com 135 quilômetros de extensão e custo de R$ 5,4 bilhões, atendendo a uma demanda estimada de 60 mil passageiros por dia.

FASES DO INTERCIDADES:

A primeira fase do Trem Intercidades tem como meta ligar as cidades de São Paulo, Jundiaí, Campinas e Americana por um percurso de 135 quilômetros em trilhos. O projeto prevê nove estações, com um investimento para implantação estimado em R$ 5 bilhões.

O trem de média velocidade vai operar junto com a Linha 7-Rubi da CPTM, que atualmente chega até Jundiaí. A estimativa inicial é de que o ramal transporte cerca de 60 mil passageiros por dia.

Para tirar o projeto da prancheta o Governo de São Paulo trabalha para atrair a iniciativa privada por meio de uma PPP.

Na modalidade de parceria, os custos de implantação são repartidos entre o Executivo paulista e o concessionário, que pode obter receita com tarifas e itens acessórios (como publicidade, por exemplo).

O contrato é por prazo determinado: após o encerramento da parceria, toda a infraestrutura implantada volta para o Estado.

O diretor do BIRD, Paul Procee, após encontro com o governador Geraldo Alckmin na última quarta-feira (21), afirmou: “A ideia de que o poder público deve fazer tudo sozinho é ultrapassada. Cada vez mais as cidades e Estados em todo o mundo contam com um parceiro privado para viabilizar projetos importantes”.

O governo estadual espera que o Banco traga experiências internacionais que sirvam de exemplo para a concretização do projeto. Isso se explica: não há em operação nenhum transporte de passageiros sobre trilhos nestes moldes no Brasil.

A missão sobre o Trem Intercidades inclui também equipes das secretarias de Governo, Transportes Metropolitanos, Logística e Transportes, Fazenda, Planejamento e Habitação, além da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Procuradoria Geral do Estado e Comissão de Monitoramento dos Contratos de Concessões e Permissões.

Dentro do cronograma de visitas técnicas, até terça-feira o grupo do BIRD vai percorrer os trechos de São Paulo a Campinas e de Campinas a Americana vistoriando o traçado e avaliando questões ambientais e de desapropriação.

A missão será finalizada com várias rodadas de reuniões no Palácio dos Bandeirantes, incluindo discussões sobre aspectos de engenharia e operacionais, traçado, demanda, desenvolvimento social e questões econômico-financeiras.

Outro entrave para a implantação do Trem Intercidades está no Governo Federal, que precisará liberar as áreas sob sua gestão no traçado da futura linha. A União já mantém uma linha de cargas no traçado pretendido e precisa autorizar o Estado de SP a ocupar as margens laterais com a linha de passageiros.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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