Ruas do Centro de São Paulo serão fechadas para carros toda última sexta-feira de cada mês
Publicado em: 23 de setembro de 2017
Prefeitura avalia que experiência no Dia Mundial sem Carro foi positiva. Confira exemplos mundiais de medidas semelhantes
ADAMO BAZANI
As ruas no entorno da prefeitura de São Paulo serão fechadas para carros na última sexta-feira de cada mês.
A decisão da gestão do prefeito João Doria tem como base os resultados do Dia Mundial sem Carro, que ocorreu na última sexta-feira, 22, quando houve o fechamento das vias da região para os carros particulares, caminhões e motos. Só puderam circular ônibus, táxis e bicicletas.
Segundo o secretário municipal de mobilidade e transportes, Sergio Avelleda, ao “O Estado de São Paulo”, a adesão foi grande e não houve registros de congestionamentos nas ruas que continuaram abertas no entorno.
Avelleda ainda disse que houve aumento na velocidade dos ônibus e o comércio local registrou maior movimentação, como os restaurantes.
A restrição a carros particulares, caminhões de entrega e motos será em toda extensão da Rua Boa Vista, Ladeira Porto Geral, Largo de São Bento, Rua Líbero Badaró, Viaduto do Chá e no trecho da Rua Florêncio de Abreu entre a Ladeira da Constituição e a Rua Boa Vista, das 06h às 20h.
Só será permitido o tráfego de ônibus, táxis, bicicletas e ainda há a possibilidade de acesso a carros de aplicativos,
O fechamento das ruas para carros, medida vista por especialistas em mobilidade como “democratização do espaço público”, já que os carros atendem a poucas pessoas, mas ocupam muita área na cidade, é adotada em diversos países.
Na França, Paris impõe restrição a carros em diversas áreas da região central aos finais de semana. Segundo o governo local, houve redução de poluição de até 30% em algumas destas áreas, sendo que o objetivo do poder público é ampliar as restrições para todos os dias do ano com medidas como ampliação da malha de ciclovias até 2020 de 400 km para 800 km.
Em Copenhague, na Dinamarca, desde os anos 1960 a cidade já possui “áreas livres de carros” e as zonas de restrição aumentam com o tempo. Hoje, Copenhague possui uma das menores taxas de carros por habitantes e elabora uma “autociclovia”, uma espécie de rodovia de bicicletas que liga a cidade aos municípios vizinhos.
Na cidade de Mardid, na Espanha, várias áreas já têm ruas restritas a carros e a prefeitura quer deixar todo o centro livre da circulação de veículos de passeio até 2020. Hoje, há multa específica para quem circular nas áreas de proibição, que é em torno de R$ 290, na conversão das moedas.
Chengdu, na China, teve um planejamento para que todos os descolamentos pudessem ser feitos em até 15 minutos a pé.
A cidade possui mais de 2,5 mil anos e tem 4,6 milhões de habitantes. Entretanto, o governo local decidiu erguer uma espécie de cidade satélite na qual as pessoas possam viver sem carros.
Atenas. Há proibições de carros na região central desde 1982. A área é denominada de Dactylios e é referente ao anel interno de acesso que circunda a área metropolitana. A restrição é parcial e ocorre de segunda à sexta de forma alternada entre carros com placas de finais pares ou ímpares. Carros de visitantes de outras cidades, táxis, motos e ônibus não estão incluídos.
Londres cobra uma espécie de “taxa de congestionamento” para restringir os carros na Zona de Pedágio ou Congestion Charge Zone (CCZ), circundada pela London Inner Ring Road, no centro da cidade, de segunda à sexta entre às 7h e às 18h. Não há uma proibição para os carros nesta área, mas quem entrar nos dias úteis, tem de pagar. A taxa é equivalente a de 14,6 euros na conversão para libras por dia para cada carro. A multa varia de 82 a 247 euros para quem não pagar a taxa. Ônibus e veículos acima de nove lugares estão isentos.
Estocolmo, na Suécia, limita o tráfego de carros na região central desde 1996. Foi feito um referendo com a população e desde agosto de 2007, todas as entradas e as saídas da área de tráfego limitado da cidade possuem pontos de controle automáticos que reconhecem o número da placa. Os carros que entram na área devem pagar de 1 e 2 euros sobre o horário de acesso, entre 6h30 e 18h29. Cada carro pode pagar no máximo, 6 euros.
O pagamento deve ser feito em 14 dias.
Também é uma espécie de de imposto de congestionamento de Estocolmo – Trängselskatt i Stockholm, em sueco.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



Amigos, bom dia.
Na última sexta feira do mês, todo mundo já está duro (sem dinheiro), male e male dá para andar de buzão.
Para um maior $uce$$o ao comércio, eu sugiro fechar toda sexta feira próximo ao pagamento de todos ( dia 10 ).
A Rua 25 de março tem de ser incluída e virar calçadão para ontem.
Sou contra a restrição de moto boy credenciado, pois estes estão a trabalho e como sempre
contribuindo para tonar a burrocracia dos empresários mais ágil.
Att,
Paulo Gil