Corredor de trólebus e ônibus no ABC vai receber mais 600 novas mudas de árvores

Flores e árvores embelezam o Corredor e ajudam no controle da poluição sonora e ambiental. Foto Daniela Reis

Projeto Corredor Verde começou em 2008 e já recebeu mais de 10 mil árvores de diversas espécies

ADAMO BAZANI

Na Semana da Mobilidade, a empresa operadora de ônibus e trólebus do Corredor Metropolitano ABD, Metra, anunciou que até o final do ano, vai plantar 600 mudas de árvores ao longo do eixo principal eixo de 33 quilômetros, entre São Mateus, na zona leste da capital paulista, e Jabaquara, na  zona sul, passando pelos municípios de Santo André, Mauá (Terminal Sônia Maria), São Bernardo do Campo e Diadema.

A iniciativa é chamada Corredor Verde e foi idealizada em 2007. As primeiras mudas foram plantadas no ano seguinte, em 2008. Já são mais de 10 mil árvores que integram a paisagem da “pista do trólebus”,  como é chamado o espaço pelos moradores do ABC.

“Na Semana da Mobilidade, queremos dar um presente à população e tornar o uso do transporte ainda mais agradável, sustentável e benéfico ao meio ambiente”, contou, em nota, a proprietária da Metra, Maria Beatriz Setti Braga.

Foram escolhidas para compor o Corredor Verde, espécies nativas da Mata Atlântica, com predominância dos Manacás da Serra.

“O manacá é uma espécie que floresce e proporciona beleza ao longo do caminho. Suas folhas possuem uma superfície de contato com alto potencial para reter material particulado e poeira em geral”, disse, na nota, a gestora de Meio Ambiente da Metra, Sueldes Pimentel.

A profissional também explicou que, além de qualificar a paisagem, o Corredor Verde traz benefícios, como redução da poluição sonora e do ar.

 “O plantio de árvores, além da sua importância na absorção do gás carbônico, traz enormes benefícios e vantagens para a sociedade, pois libera oxigênio, reduz a poluição sonora, humaniza a cidade, diminui a temperatura ambiente e absorve água da chuva, entre outros”, explicou Sueldes.

As novas 600 mudas vão adensar o trecho de Santo André, do Corredor ABD e o plantio deve começar logo que o tempo ficar menos seco.

O Corredor Verde começou com ação de voluntários, mas devido à sua extensão e crescimento ao longo dos anos, passou a contar com uma equipe de jardinagem própria, que cuida do plantio, manutenção e limpeza do jardim linear.

A gestora ambiental destacou que hoje um dos maiores problemas no Corredor Verde é o vandalismo.

“O grande desafio é conseguir que os cidadãos percebam esse longo jardim como um elemento importante para o embelezamento da cidade e o seu próprio bem-estar de tal modo que os vandalismos sejam eliminados e a conservação do Corredor Verde seja um interesse comum entre cidade e cidadãos”, finaliza Sueldes.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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