China e Escócia também anunciam que vão proibir venda de carros a gasolina

Foto: Photo: Ruben de Rijcke

China quer que carros com bateria elétrica e híbridos representem pelo menos um quinto das vendas de veículos no país até 2025. Escócia projeta o ano de 2032 como fim do combustível fóssil nos transportes do país

ALEXANDRE PELEGI

A China, o maior mercado de automóveis do mundo, está fazendo planos para proibir a produção e a venda de carros e vans movidos a diesel e a gasolina. Para se ter uma ideia do tamanho do desafio, o país produziu 28 milhões de carros no ano passado, quase um terço do total produzido em todo o planeta.

O vice-ministro da indústria do gigante asiático, Xin Guobin, informou à Xinhua, agência oficial de notícias do país, que iniciou um “relevante estudo” sobre o assunto, mas que ainda não decidiu quando a proibição entraria em vigor. “Essas medidas certamente trarão mudanças profundas para o desenvolvimento de nossa indústria automobilística”, disse a autoridade chinesa.

Recentemente tanto o Reino Unido quanto a França anunciaram planos para proibir novos veículos movidos a diesel e gasolina até 2040, como parte dos esforços para reduzir a poluição e as emissões de carbono. Na semana passada (dia 5) foi a vez de a Escócia comunicar sua decisão de banir a venda de carros a gasolina e a diesel no país a partir de 2032. O anúncio oficial foi feito por Nicola Sturgeon, atual primeira-ministra e a primeira mulher a assumir este cargo.

Alguns fabricantes globais já anunciaram seus planos recentemente, preparando-se para o fim da era dos motores a combustão. A  estão trabalhando para desenvolver carros elétricos na China. A Volvo informou em julho que todos os seus modelos de carros novos trariam motor elétrico já a partir de 2019. A Geely, fabricante chinesa que detém a propriedade da Volvo, anunciou que pretende vender um milhão de carros elétricos até 2025.

Os fabricantes de automóveis estão disputando uma fatia do crescente mercado chinês antes que as novas regras passem a vigorar.

A China quer que carros com bateria elétrica e híbridos representem pelo menos um quinto das vendas de veículos no país até 2025.

As propostas de combate à poluição em estudo poderão exigir que já no próximo ano 8% das vendas de veículos sejam de automóveis híbridos ou elétricos, percentual que aumentaria para 12% em 2020.

O vice-ministro da indústria previu que a mudança vai trazer “tempos turbulentos” para indústria automobilística mundial, já que a China é a maior importadora de veículos. A mudança também vai produzir uma reação em cadeia na demanda de petróleo, pois a China atualmente é a segundo maior consumidora mundial depois dos EUA.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transporte

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Comentários

Comentários

  1. Wilson disse:

    Pergunta: A bateria automotiva ou célula de carga teria vida útil estimada para quantos Km rodados e/ou horas de trabalho para nova substituição? Depois do fim da vida útil desta bateria o fabricante teria responsabilidade no remanejamento para descarte e/ou reutilização? pois nós sabemos que todos os produtos geram lixo e resíduos para o meio ambiente e na atualidade nós sabemos que o lixo eletro eletrônico ( ex baterias ) estão sendo descartados em países africanos ( recebem dinheiro para armazenar este tipo de lixo ) ou jogados nos oceanos.

  2. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite.

    É o naufrágio do Pré Sal.

    Glub Glub

    A saída é a Bostobrás.

    Att,

    Paulo Gil

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