Corrupção na Linha 4 do Metrô do Rio: integrante do governo Sergio Cabral diz que recebeu propina, mas não sabe de onde veio o dinheiro
Publicado em: 12 de setembro de 2017
Operação Tolypeutes apura corrupção nas obras de construção da Linha 4 do Metrô carioca. Ex-subsecretário estadual de Transportes admite ter ficado com recursos ilícitos
ALEXANDRE PELEGI
Três acusados no processo da Operação Tolypeutes, que investiga corrupção nas obras de construção da Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro, prestaram depoimento nesta terça-feira (12) ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio.
Foram ouvidos Luiz Carlos Velloso, ex-subsecretário estadual de Transportes na gestão de Sergio Cabral, a mulher de Velloso, Renata Loureiro Borges Monteiro, e o irmão, Juscelino Gil Velloso.
Luiz Carlos era subordinado na secretaria de Transportes a Júlio Lopes, que atualmente ocupa a vaga de deputado federal pelo estado do Rio.
Os três depoentes admitiram ter ficado com recursos ilícitos, mas alegaram desconhecer a origem do dinheiro. Luiz Carlos Velloso disse ter recebido dinheiro em quatro ocasiões, quando reteve cerca de R$ 100 mil que usou para o pagamento de despesas pessoais e para a compra de um carro. A mulher e o irmão de Luiz Carlos Velloso afirmaram ao juiz desconhecer a origem ilícita do dinheiro.
O juiz Marcelo Bretas acatou pedido da defesa, convertendo a prisão preventiva do ex-subsecretário em domiciliar.
A operação Tolypeutes é um desdobramento da operação Lava Jato, e foi deflagrada em 14 de março. Nesta operação foram presos Velloso e o diretor da RioTrilhos – Companhia de Transportes sobre Trilhos do Estado do Rio de Janeiro, Heitor Lopes de Sousa Junior. Executivos da Carioca Engenharia, uma das empreiteiras que participou da construção da Linha 4, afirmaram à Justiça que as empresas pagavam propina em troca de contratos bilionários no governo Sergio Cabral.
Quando decidiu pela prisão dos acusados, o juiz Marcelo Bretas afirmou que chamava atenção o fato de a obra, originalmente orçada em R$ 880,079 milhões, em 1998, ter alcançado o valor final de R$ 9,643 bilhões.
A Linha 4 foi inaugurada pouco antes da Olimpíada do Rio apenas no trajeto que liga Ipanema, na Zona Sul, à Barra da Tijuca, na Zona Oeste. Parte da obra foi realizada pelo Consórcio Rio Barra, formado pelas empresas Carioca Engenharia, Odebrecht e Queiroz Galvão.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transporte



Amigos, bom dia.
Conforme consta no post acima:
“originalmente orçada em R$ 880,079 milhões, em 1998, ter alcançado o valor final de R$ 9,643 bilhões.”
Isto sim é um orçamento bem feiro, quem o fez é bom de matemática.
PREVISIVELLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL
O mais incrível de tudo isso é que NINGUÉM no processo todo, observou esta ínfima diferença.
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
MUDA BARSIL!
Att,
Paulo Gil
A INVEPAR tem o monopólio como único operador do Metrô-Rio e adquiriu essa posição com a Linha 4 do Metrô. Não saber de onde veio o dinheiro da propina é meio que querer esconder a verdade num aquário sem água…