TRANSPUBLICO: Comil sente os frutos do rodoviário de 15 metros, mas vê ainda empresários inseguros com a economia

Empresas têm migrado para nova configuração por entenderem que a diferença de um metro em relação ao tamanho máximo anteriormente permitido se traduz em rentabilidade

Com nova configuração, recentemente homologada, fabricante vende para empresas que antes não compravam da marca

ADAMO BAZANI

Não é de agora que fabricantes, empresários de ônibus e profissionais dizem: o modelo rodoviário de 15 metros é a resposta para as recentes necessidades que se ampliaram neste segmento.

Com aumento do número de gratuidades e a concorrência com a aviação, que deve voltar forte depois da crise econômica, as empresas precisam de ônibus que transportem mais passageiros pagantes para compensar as viagens gratuitas e, ao mesmo tempo, que ofereçam mais conforto ao ponto de convencerem o usuário a optar pelas estradas em vez dos ares, mesmo com viagens feitas em tempo maior.

A Comil, encarroçadora de ônibus localizada em Erechim, no Rio Grande do Sul, começa a colher os frutos da chegada do modelo ao mercado.

O encarroçamento sobre chassis Scania e Volvo está homologado para operação comercial. A respeito do chassi Mercedes-Benz, o mercado como um todo aguarda a autorização.

A empresa já vendeu em torno de 30 ônibus de dois andares, quatro eixos e 15 metros de comprimento.

O modelo Comil Invictus DD – 15 metros trouxe negócios de empresas que antes não compravam produtos da marca, como a Expresso Nordeste, do Paraná. A União Santa Cruz, do Rio Grande do Sul, também aderiu ao modelo.

Outras empresas que já compravam Comil passam a migrar para a versão 15 metros, como a Mingoti, de Erechin, e a Premium, de Porto Alegre.

Apesar de o modelo movimentar o mercado de ônibus, severamente afetado pela crise econômica, os operadores de transportes se mostram receosos e só renovam a frota porque é necessário, como contou em entrevista ao Diário do Transporte, o gerente financeiro da Comil, Carlo Crespi Corradi.

“Muitos operadores estão em atraso com as renovações de frota por motivos de insegurança. A demanda de passageiros ainda está retraída não há ainda como investir em mais ônibus. Agora , a busca é essencialmente para o que vai trazer vantagem econômica. Os custos estão aumentando e no ônibus, no transporte, não é diferente. O mercado [de rodoviários]  vai se manter estável até o final do ano e no ano que vem, se o cenário político no País permitir, haverá uma retomada, mas ainda muito lenta, gradual. Ainda ninguém vai se encorajar a sair numa compra desenfreada, até porque não vemos ainda taxas de juros suficientemente baixas ou subsidiadas, que tínhamos no passado.”

Carlo Corradi também disse que o ônibus urbano continua nos planos da empresa que, recentemente, fez uma leve reestilização no conjunto ótico traseiro.

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Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Jackson de Sousa leite disse:

    As vendas do Invictus e do modelo DD vão tirar a Comil da recuperação judicial esses modelos podem fazer com que ela abocanhe uma boa fatia do mercado..

  2. Paulo Gil disse:

    Amigos, bom dia.

    Apesar de tudo o Barsil não para,

    E com diz meu sábio pai:

    “NO BARSIL FALTA TUDO”

    E realmente não há verdade maior do que essa, quem se afasta mais de 300 Km de São Paulo já começa a perceber isto, quiça quando passamos dos 3000 Km.

    Mas também é lógica, afinal nosso país é continental, sendo uma das exceções.

    Quanto ao vai e não vai da economia, não precisa esquentar a cabeça, é PREVISIVELLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL

    Só vai começar a rodar após a eleição presidencial.

    O resto é contingência de economista.

    “Deu forte nevasca na Flórida, sobe o preço da laranja em Limeira e região”

    Rssssssssssssssssssssssssssssssss

    E tem mais uma ainda que será uma pedra no sapato de todo mundo.

    E SE OS VOTOS NULOS E BRANCOS GANHAREM ????

    Desta vez há essa probabilidade, mesmo o brasileiro sendo bonzinho e ainda acreditar em marketing e em Papai Noel, vejam o exemplo de Sampa.

    MUDA BARSIL, ACORDEM BRASILEIROS.

    Att,

    Paulo Gil

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