Greve de ônibus no DF: Justiça determina 100% da frota nos horários de pico
Publicado em: 28 de agosto de 2017
Nos demais horários devem estar em circulação ao menos 50% dos veículos
ADAMO BAZANI
O juiz Carlos Fernando Fecchio dos Santos, da 4ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal, determinou o retorno dos motoristas, cobradores e demais funcionários do transporte coletivo, que entraram em greve nesta segunda-feira, 28 de agosto de 2017.
Atendendo ação do GDF – Governo do Distrito Federal, a justiça estipulou frota de 100% nos horários de pico e 50% nos demais horários.
De acordo com a decisão do juiz, a greve é um direito, mas também deve ser respeitado o ir e vir das pessoas, com percentuais mínimos de frota em operação.
Se os funcionários descumprirem a determinação, o Sindicato dos Rodoviários pode ser multado em R$ 1 milhão por dia.
É a segunda decisão que determina a volta da prestação dos serviços.
A vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT10), desembargadora Maria Regina Machado Guimarães, também determinou 100% da frota escalada habitualmente em todas as linhas das 5h às 9h30, das 11h às 13h e das 17h às 19h.
Neste caso, a decisão atende ação das empresas de ônibus e a multa diária é de R$ 150 mil.
O governado Rodrigo Rollemberg pediu que a greve seja declarada ilegal, já que não houve comunicação com tempo mínimo de 48 horas anteriores à paralisação e nem respeitada frota mínima.
A categoria pressiona as companhias de ônibus para conseguir mais reajuste salarial.
Em julho, os rodoviários tiveram 4% de aumento, entretanto, pedem mais 2% para que tenham um ganho real – acima da inflação.
Os motoristas, cobradores e demais funcionários do setor também querem a manutenção dos planos de saúde e odontológico.
As companhias de ônibus oferecem 4,5%.
Por causa da paralisação, as faixas de ônibus estradas parque Taguatinga (EPTG), Núcleo Bandeirante (EPNB), Setor Policial Sul e W 3 estão liberadas até o fim da greve.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


Vão trabalhar, cambada… Se fosse salário atrasado até que tudo bem, mas querem aumento sendo que tá todo mundo no aperto com a crise.