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Doria diz que projeto de privatizações estará aprovado em um mês

Terminais devem abrigar lojas e até creches, segundo prefeitura

 

Entre equipamentos e serviços que passarão para a iniciativa privada estão Terminais de Ônibus e o Bilhete Único

ADAMO BAZANI

O prefeito de São Paulo, João Doria, afirmou nesta quarta-feira, 23 de agosto, que dentro de um mês o pacote de privatizações e concessões de bens, equipamentos e serviços públicos será aprovado pela Câmara Municipal.

Em entrevista coletiva durante o lançamento do aplicativo do Projeto Redenção, para acolher e tratar dependentes químicos da chamada a Cracolândia, João Doria diz confiar na Câmara Municipal para que a lei das privatizações entre em vigor o quanto antes.

Entre os equipamentos que devem ser concedidos à iniciativa privada, estão os terminais de ônibus da cidade de São Paulo.

A prefeitura já lançou PMI – Procedimento de Manifestação de Interesse para receber estudos e propostas de como será o modelo de concessão serão 24 terminais após o procedimento. Outros três terminais (Capelinha, Campo Limpo e Princesa Isabel) concedidos antes numa espécie de projeto-piloto, como revelou o Diário do Transporte. Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2017/08/15/em-primeira-mao-prefeitura-de-sao-paulo-lancara-nesta-quarta-procedimento-para-entregar-a-iniciativa-privada-operacao-de-24-terminais-de-onibus/

Segundo a prefeitura, atualmente os terminais rendem aos cofres públicos R$ 7,1 milhões por ano, mas geram custos de R$ 130 milhões.

O Bilhete Único, também relacionado aos transportes, deve ser concedido à iniciativa privada.

A ideia da prefeitura é fazer com que investidores sejam responsáveis pela comercialização dos créditos, gerenciamento dos valores e operação da bilhetagem eletrônica.

Segundo a prefeitura, por ano o sistema do Bilhete Único custa aos cofres públicos R$ 260 milhões, aproximadamente.

Com a concessão para iniciativa privada, o Bilhete Único, ainda de acordo com o poder público, se tornaria numa espécie de cartão multifuncional, podendo ser usado para compras no comércio em geral, operações de crédito e débito, acesso com desconto a atrações culturais esportivas e como cadastro em outros serviços públicos.

O Bilhete Único em si pode não dar tanto lucro quanto a iniciativa privada espera, entretanto, dará acesso aos investidores a um banco de dados de mais de 15 milhões de registros, o total de cartões emitidos pela SPTrans. Esses dados são estratégicos para publicidade e empresas do setor financeiro.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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