Com risco de ficar sem segurança nas estações, Supervia queria ainda cobrar uso de banheiro, mas Agetransp vetou

Concessionária terceirizou manutenção de banheiros de sete estações para empresa particular, que cobraria taxa de uso no valor de R$ 2

Alexandre Pelegi

As estações de trem da SuperVia podem ficar sem segurança particular. O motivo é a rescisão do contrato com a Ponto Forte Segurança e Vigilância, empresa que fornece 120 profissionais para serviços nas plataformas. O fim do contrato foi ocasionado por uma disputa judicial que envolve dívida milionária.

O Sindicato dos Vigilantes e Empregados de Empresas de Segurança move uma ação civil pública contra a Ponto Forte, de quem exige o pagamento de verbas rescisórias de 103 profissionais que trabalhavam nas estações do Teleférico do Alemão. Os profissionais foram demitidos com o fim do contrato com a SuperVia. A concessionária também foi acionada como ré no processo, por causa de uma dívida de R$ 2 milhões que tem com a Ponto Forte.

A dívida da Supervia é o motivo alegado pela Ponte Forte para não efetuar o pagamento das verbas rescisórias. Sem o valor devido pela concessionária, a empresa de segurança alega não ter dinheiro para quitar o montante cobrado pelo Sindicato dos Vigilantes.

A Justiça do Trabalho determinou a penhora dos bens da concessionária no último dia 9 de agosto, para garantir o pagamento da dívida com a empresa de segurança. No dia seguinte, a SuperVia rescindiu o contrato com a empresa de vigilância. Motivo: a Ponto Forte não cumpriu com a obrigação de retirar a concessionária da ação civil pública.

Sem contrato, sem seguranças. Mas a Supervia informou nesta sexta-feira, dia 18, que as estações de trens terão serviço de vigilância, fornecido por outras empresas terceirizadas.

Afora a vigilância das estações, outro imbróglio envolveu a Supervia na semana: a cobrança pelo uso dos banheiros das estações. A concessionária havia terceirizado este serviço para uma empresa particular (Lavaggio), através de um contrato de locação. Para manter os banheiros a empresa iria cobrar uma taxa de R$ 2, valor que começaria a ser exigido nesta segunda-feira, dia 21. O acesso seria gratuito apenas para deficientes e idosos. Com exceção da Central do Brasil, a Supervia informou ainda que nas outras estações os banheiros ficarão fechados aos domingos.

Nesta sexta-feira (18) a Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes (Agetransp) informou a SuperVia da suspensão da cobrança, que seria realizada em banheiros de sete estações – Central do Brasil, São Cristóvão, Maracanã, Engenho de Dentro, Madureira, Deodoro e Nilópolis.

Enquanto a cobrança está suspensa pela Procuradoria-Geral da Agetransp, que analisará se a medida é legal ou não, o Procon também entrou no assunto, e anunciou que abrirá uma investigação para saber em que bases a SuperVia realizou o contrato de locação que implica na cobrança pelo uso do banheiro.

Em maio de 2013 o Procon já autuara a SuperVia após vistorias realizadas em 24 estações, quando foi verificado que apenas 5 delas possuíam banheiros: Deodoro, Cascadura, Madureira, Engenho de Dentro e Central.

O contrato da SuperVia com a Lavaggio abrange apenas 7 das estações dentre as 21 que possuem as instalações em toda a malha controlada pela concessionária. As restantes 81 estações de trens dos oito ramais não têm as instalações.

Banheiros gratuitos em todas as estações são essenciais para a qualidade da viagem do usuário. No entanto, esta é uma promessa antiga que jamais se concretizou no sistema de trilhos do Rio de Janeiro. Em 2001, portanto há mais de 15 anos, a SuperVia previu a construção de banheiros em 87 estações até 2004, o que não aconteceu.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transporte

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Comentários

Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, bom dia.

    Esse é o modelo de JESTÃO de todo o Barsil.

    Simples e funcional.

    O nome do modelo de Jestão é: EMBROGLIO.

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, igual jaboticaba, só tem no Barsil.

    Pelo menos a jaboticaba é uma delícia, já os embroglios SÃO INTRAGÁVEIS.

    MUDA BARSIL.

    Att,

    Paulo GIl

  2. orlando silva disse:

    VERGONHA NACIONAL,,,SE CHAMA RIO “PODRE” DE JANEIRO

  3. orlando silva disse:

    DIANTE DAS TRANSFORMAÇÕES OCORRIDAS EM SP com a criação da CPTM, convidei Sergio Cabral, do Rio para conhecer as instal. da CPTM e levar daqui os novos trens para o Rio…ele desdenhou, foi comprar na China , se ferrou, pois os trens vieram enferrujados…pagou caro. Portanto SP está bem na FOTO..

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