Câmara do Rio de Janeiro instala CPI dos transportes

O objetivo será analisar os contratos firmados a partir de 2010 envolvendo empresas de ônibus e a prefeitura da cidade

ALEXANDRE PELEGI

Foi instalada nesta terça-feira (15) a CPI dos Transportes na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

O objetivo da Comissão Parlamentar será analisar os contratos firmados a partir de 2010 envolvendo empresas de ônibus e a prefeitura da cidade. Dentre os temas que serão investigados pelos vereadores estão questões envolvendo o RioCard, contratos de licitações e os reajustes de tarifa realizados nos últimos anos. Relembre:

Sergio Cabral é denunciado junto com empresários de ônibus em esquema de propinas da Fetranspor

Um dos focos centrais será a investigação de eventuais irregularidades no contrato de concessão de transporte público na cidade, feito em 2010, ano em que a Prefeitura do Rio realizou, por licitação, a concessão privada de todo o sistema de transporte de ônibus.

A iniciativa da CPI é do DEM, partido que indicou o presidente da Comissão, o vereador Alexandre Isquierdo. Além do vereador dos democratas, a CPI terá como membros Eliseu Kessler (PSD), Dr. Jairinho (PMDB) e Professor Rogério Rocal (PTB). Como suplentes foram indicados Tarcísio Motta (Psol) e Felipe Michel (PSDB).

Durante a reunião de instalação da CPI o vereador do Psol, Tarcísio Motta apresentou um plano de trabalho, que segundo ele pretende passar um “pente-fino” nos contratos firmados entre a Prefeitura do Rio e as empresas de ônibus. O plano propõe convocar para explicações o ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes; o ex-secretário de Assistência Social, Rodrigo Bethlem; e o presidente da Fetranspor, Lélis Teixeira, preso na operação Ponto Final.

O Psol citou alguns fatos relacionados à CPI. Veja:

Em 2013, por exemplo, o vereador Eliomar Coelho, também do Psol, conseguiu assinaturas para instalar uma CPI dos Ônibus na Câmara, mas foi impedido pelo PMDB de presidir a comissão. Em seu lugar, foram postos vereadores que eram contra o pedido de investigação.

Em 2014 o Tribunal de Contas do Município solicitou a redução no preço da tarifa de ônibus; a prefeitura, à época dirigida por Eduardo Paes (PMDB) não só ignorou, como autorizou o aumento.

Outro dado é o da polêmica determinação de que a frota de ônibus deveria ter ar-condicionado (2015/2016), que além de não ser cumprida, virou pretexto para um novo aumento das passagens.

Enquanto a Câmara instalou sua CPI, no dia 1º de agosto a bancada do Psol na Assembleia do Rio deu entrada em outra CPI para investigar a Fetranspor. Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2017/08/01/operacao-ponto-final-leva-psol-a-pedir-criacao-de-cpi-dos-onibus-na-alerj/

No dia 9 de agosto seis deputados que haviam assinado o pedido de CPI do Psol retiraram suas assinaturas.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transporte

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Comentários

Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite.

    Mais comissão.

    Mais inquérito.

    E solução que é bom nada.

    Mais um zilhão de arvores cortadas e anos de trabalho inútil.

    Esta energia seria muito mais bem aplicada se utilizada para encontrar algo viável em substituição à licitação do buzão, mas …

    MUDA BARSIL.

    Att,

    Paulo Gil

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