Secretário Avelleda diz que primeira versão do edital de licitação dos transportes sai até final de agosto
Publicado em: 31 de julho de 2017
Data inicial prometida era março. Secretário também afirma que aguarda votação da Câmara Municipal sobre ônibus não poluentes
ADAMO BAZANI
A licitação dos transportes em São Paulo, que deve reorganizar a oferta de serviços de ônibus e as linhas, deveria ter ocorrido em 2013, mas depois de problemas com manifestações populares, atraso na verificação das contas do sistema e suspensões pelo Tribunal de Contas do Município, a responsabilidade ficou sob a gestão do prefeito João Doria.
Logo após ser eleito, Doria disse que em março seria lançado o edital para as empresas interessadas em continuar no sistema ou novas companhias.
O tempo passou e em junho foi realizada a primeira audiência pública, com a prefeitura prometendo o lançamento da minuta da licitação para o final daquele mês. Entretanto, houve reclamações em relação à primeira audiência e foram realizados encontros nas prefeituras regionais.
A promessa então era de que a minuta do edital seria lançada até o final de julho.
Agora, o prazo é final de agosto.
Na manhã desta segunda-feira, 31 de julho 2017, o secretário municipal de Mobilidade e Transportes, Sérgio Avelleda, disse em entrevista ao jornal Bom Dia São Paulo, da TV Globo, que a estimativa é que é de que a primeira versão da licitação seja publicada até o final desse mês de agosto.
Na versão elaborada pela gestão Fernando Haddad e publicada em julho de 2015, a licitação previa contratos de 20 anos por R$ 166,6 bilhões, podendo ser renovados por outros 20 anos.
Apesar de a lei municipal exigir contratos de 20 anos, o prefeito João Doria quer que os vereadores alterem o dispositivo para que os contratos sejam de 10 anos. CCO e terminais não entram mais na licitação dos transportes e haverá metas de redução de poluição pelos ônibus.
Sobre tecnologias não poluentes, Avelleda disse que a prefeitura espera que até o final do mês de agosto também, os vereadores votem projeto de lei sobre um cronograma de substituição dos veículos de transporte coletivo.
O vereador Milton Leite apresentou projeto de lei 0300/17 determinando um prazo alternativo ao artigo 50, da Lei de Mudanças Climáticas 14.933, de 2009, que determinava substituição gradual da frota em 10% ao ano até que em 2018, nenhum ônibus na cidade seria movido somente a diesel. A lei não será cumprida. Atualmente, pouco menos de 7% de toda a frota de 14,7 mil ônibus se encaixariam na lei.
O projeto original recebeu críticas por privilegiar em demasia o biodiesel e por atrasar em 25 anos o que propunha a Lei de Mudanças Climáticas.
O suplente Caio Miranda apresentou substitutivo aprovado pela Comissão de Constituição, Legislação Participativa e Justiça, que seguiu a proposta da ABVE – Associação Brasileira do Veículo Elétrico.
Pela proposta são estipulados percentuais de ônibus novos que entram na frota paulista que não podem ser movidos somente a diesel, independentemente da tecnologia: gás natural, biometano, trólebus, elétricos puros, híbridos, etanol, entre outras
2018: 20% – Baixa Emissão/ 80% – Convencional
2019: 20% – Baixa Emissão/ 80% – Convencional
2020: 30% – Baixa Emissão/ 70% – Convencional
2021: 40%- Baixa Emissão/ 60% – Convencional
2022: 50% – Baixa Emissão/ 50% – Convencional
2023: 60% – Baixa Emissão/ 40% – Convencional
2024: 70%- Baixa Emissão/ 30% – Convencional
2025: 80% – Baixa Emissão/ 20% – Convencional
2026: 90%-Baixa Emissão/ 10% – Convencional
2027: 100% Baixa Emissão/ 0% – Convencional
Ocorre que o substitutivo corre risco com o fim da suplência do vereador.
Assim. novas discussões devem ser travadas neste mês.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



Amigos, boa noite.
Xiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii…
Começo bem; bem mal.
Primeira Edição, depois de décadas…
Isso significa que teremos muitas edições.
Sem contar o EFEITO BARSIL, recursos , TCM e outras “cositas” mas.
Pronto, já está claríssimo.
Nesta Jestão não sai licitação do buzão.
MUDA OU MORRE BARSIL.
Att,
Paulo Gil
Esta licitação não interessa as empresas que já estão ai prestando um péssimo serviço a décadas, concordo com o Paulo Gil, neste governo não sai esta licitação, todas as paralisações envolvendo esta licitação para mim são orquestradas e tem como finalidade apenas manter o que esta ai.
estatizaçao do transporte já! melhor uso do dinheiro publico. prefeitura gasta bilhoes em subsidio as empresas de onibus, quando poderia aplicar esse dinheiro em outras areas se o transporte fosse estatal. acorda Brasil, façam as contas!