Governo do Estado dá dois meses para Move SP vender concessão da linha 6 Laranja.

No início das intervenções, foi montada uma central para esclarecer sobre desapropriações

Prazo é para São Paulo e BNDES analisarem nova proposta

ADAMO BAZANI

A gestão do governador Geraldo Alckmin deu dois meses de prazo para o Consórcio Move São Paulo, formado pela Odebrecht, UTC Engenharia e Queiróz Galvão, vender a concessão para a construção da Linha 6 – Laranja do Metrô, que com 15 estações em 15,3 quilômetros foi projetada para ligar a estação São Joaquim (conexão da linha 1 Azul) à Vila Brasilândia na zona norte.

A previsão é de atendimento a 633 mil passageiros por dia. Também deve haver integração com as linhas 4-Amarela do metrô e 7-Rubi e 8-Diamante, da CPTM.

Depois de duas prorrogações de prazo, em junho e em julho, o Consórcio não conseguiu resolver as pendências para receber financiamentos do BNDES. Todas as construtoras que integram o Move SP estão envolvidas nas investigações da Operação Lava-Jato.

O grupo espanhol Cintra-Ferrovial havia demonstrado interesse, mas acabou desistindo.

O prazo de dois meses é para o Governo do Estado e o BNDES, que financiará as obras, analisarem o perfil do eventual comprador da concessão.

HISTÓRICO:

A ligação entre a região de Brasilândia, na zona noroeste, e a estação São Joaquim, na região central de São Paulo, deve atender a mais de 630 mil pessoas por dia. Quando assinado em dezembro de 2013, a linha 6-Laranja foi comemorada por ser a primeira PPP – Parceria Público Privada plena do país. O consórcio Move faria a obra e seria também o responsável pela operação da linha por 25 anos. O custo total do empreendimento era de R$ 9,6 bilhões, sendo que deste valor R$ 8,9 bilhões seriam divididos entre governo e consórcio.

A previsão inicial para inauguração da linha 6 era 2020. A data agora é uma incerteza.

Considerada a linha das universidades, por atender regiões onde estão vários estabelecimentos de ensino, a linha 6-Laranja deve ter integração com a linha 1-Azul e 4-Amarela do metrô e 7-Rubi e  8-Diamante, da CPTM.

Até o momento, foram gastos R$ 1,7 bilhão no empreendimento.

OBRAS PROMETIDAS E ATRASADAS:

Linha 2 (Extensão até a Rodovia Dutra) – prometida para 2020, está sem prazo de conclusão

Linha 4 (Trecho até Vila Sônia) – prometida para 2014, com prazo de conclusão previsto para o  2º semestre de 2019

Linha 5 (Extensão até Chácara Klabin + 11 estações) – prometida para 2014, com prazo de conclusão para o 2º semestre de 2018

Linha 6 (Brasilândia a São Joaquim) – prometida para 2020; obra paralisada, sem previsão de conclusão

Linha 15 (Trecho até São Mateus) – prometida para 2016, com prazo de conclusão para o 1º semestre de 2018

Linha 17 (Congonhas ao Morumbi) – prometida para 2014, com prazo de conclusão para o 2º semestre de 2019

Linha 18 (Tamanduateí ao ABC) – prometida para 2016, sem prazo

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, bom dia.

    Aprendi mais uma, pois esta eu não sabia.

    Agora pode “VENDER” concessão ???

    Tempos modernos.

    Tai a solução para o buzão de Sampa.

    É só vender as concessões e pronto.

    Tudo começará do zero.

    Isso que é inovação.

    Alguém sabe me informar qual é a base legal desta operação ??

    Por favor quem souber indica aqui no Diário, para o conhecimento de todos.

    O MOVE, se saiu muito bem dessa, não cumpriu o contrato, paralisou as obras e vai se mover numa boa e de fininho.

    Como diria o Leão da Montanha.

    Saíiiiiida pela esquerda.

    E o Aerotrem de Sampa ?

    Roda ou implode ??

    Quando ??

    Não dá para usar essa inovação nos Aerotrens ???

    Vende tudo para um terceiro e pronto.

    Att,

    Paulo Gil

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