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Governo Alckmin aguarda compra da concessão da Linha 6-Laranja por grupo internacional

Empresa internacional negocia compra da concessão da ‘linha das universidades’, o que impediria relicitação e permitiria retomada imediata da obra, paralisada há quase um ano

ALEXANDRE PELEGI

Como noticiado aqui em 5 de julho, o governo Alckmin aguarda uma saída negocial, envolvendo um grupo internacional, para resolver em definitivo o imbróglio que envolve a continuidade das obras da Linha 6-Laranja do metrô, paralisadas desde setembro de 2016.

No dia 5 de julho o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, veio a público para dar um novo prazo para a retomada das obras.  “Ou resolve neste mês de julho ou já será iniciado o processo de caducidade para fazer uma nova licitação”, disse então o Governador.

Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2017/07/05/alckmin-da-prazo-para-linha-6-ate-fim-de-julho-enquanto-torce-por-interesse-de-grupo-espanhol/

Sabedores de que uma rescisão contratual não resolve o problema de imediato, antes o posterga para uma longa disputa judicial, as autoridades do estado sinalizaram com a possibilidade de um grupo espanhol assumir o contrato. Os comentários indicariam o grupo Cintra-Ferrovial, que tem demonstrado interesse não só em comprar a parte das empresas brasileiras no consórcio, como também de buscar o financiamento do BNDES e retomar as obras.

O consórcio Move SP recebeu a proposta da empresa interessada em adquirir a concessão da linha que ficou conhecida como “linha das universidades”, mas não se sabe oficialmente se é, como foi comentado, o grupo Cintra-Ferrovial. A negociação foi comunicada oficialmente ao governo estadual, e corre em regime de confidencialidade. Com validade por 60 dias, caso o negócio se concretize, não só evitará a relicitação do processo de concessão, como permitirá a retomada da obra. De quebra, alivia a situação financeira do Consórcio Move SP.

Três das empreiteiras que integram o consórcio – Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC Engenharia – estão sendo investigadas pela operação Lava Jato. O fato inviabilizou a obtenção de financiamento para o prosseguimento das obras, o que agora pode ser finalmente resolvido, com a presença de um novo grupo à frente do projeto.

O contrato define a concessionária como a única responsável pela obtenção dos financiamentos para a construção. O governo do estado aportou R$ 694 milhões para pagamento de obras e R$ 979 milhões para pagamento das desapropriações de 371 ações.

A Linha 6–Laranja em sua primeira fase deverá ligar a estação São Joaquim, na Linha 1–Azul, a uma futura estação no bairro da Brasilândia.

Numa segunda fase será estendida da região da Rodovia dos Bandeirantes até Cidade Líder, na zona leste. Passará próximo a diversas faculdades, como UNIP, FMU, FGV, PUC, Mackenzie e FAAP, motivo pelo qual foi apelidada de “Linha das Universidades”.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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