Doria visita sede da BYD na China e reforça que São Paulo terá 60 ônibus elétricos ainda este ano

Foto: Ônibus elétrico Millenium Caio/BYD apresentado pelo então prefeito de São Paulo, João Doria, em julho de 2017

Autoridades municipais afirmam que um dos objetivos é usá-los como um ‘laboratório’ de veículos não poluentes

ALEXANDRE PELEGI

O prefeito João Doria esteve em Shenzhen, na China, em visita à fábrica da empresa BYD. A cidade sede da BYD tem cerca do dobro de habitantes de São Paulo – 20 milhões – e conta com 14 mil ônibus, dos quais 85% já são elétricos.

Na visita às instalações da empresa chinesa o prefeito paulistano renovou o anúncio de que São Paulo terá 60 ônibus elétrico em operação na cidade ainda 2017.

Já anunciado por nós em 13 de julho – relembre: https://diariodotransporte.com.br/2017/07/13/bydcaio-millennium-ja-esta-em-garagem-de-sao-paulo/ – a notícia destacava que as mudanças ocorrerão na empresa Ambiental Transportes, que opera na zona Leste de São Paulo até a região central.

Na sexta-feira (14), após o anúncio oficial da Prefeitura com a apresentação do ônibus em frente à sede da Prefeitura, o diretor de marketing, novos negócios e sustentabilidade da BYD, Adalberto Maluf, disse ao Diário do Transporte que a alimentação das baterias deste ônibus será por placas que captam a energia solar e transformaram em elétrica. “O projeto é muito legal e a conta fecha, além de ambientalmente positivo, financeiramente se sustenta”, disse.

Relembre:

São Paulo deve ter mais 60 ônibus elétricos e garagem terá placas solares para gerar energia

O modelo apresentado pela prefeitura é da BYD com carroceria Caio.

Na visita à China, as autoridades municipais brasileiras têm repetido que um dos objetivos da introdução dos ônibus elétricos na frota que circula pela capital é usá-los como um “laboratório” de veículos não poluentes. A licitação dos ônibus em São Paulo, como anunciou o secretário municipal de Transporte e Mobilidade Sérgio Avelleda, não exigirá especificamente nenhum tipo de combustível limpo, mas apenas metas de redução da emissão de poluentes.

A decisão de escolha dentre diferentes tecnologias caberá aos operadores. A Prefeitura quer vincular as metas de redução de emissão de poluentes à remuneração dos operadores: quanto menor a poluição, maior o ganho financeiro.

Em nota já enviada à imprensa a BYD relaciona algumas características do modelo que rodará em São Paulo:

Emissão zero de poluentes, silencioso, com autonomia de até 300 km por recarga e baixo custo de manutenção. O motor elétrico de imãs magnéticos da BYD está integrado a cada uma das rodas do eixo traseiro, contando com um módulo de controle eletrônico de tração. O chassi é de piso baixo, assim, não existem degraus para o embarque e desembarque de passageiros, gerando acessibilidade universal aos ônibus. Sua estrutura usa material de alta resistência à torção e uso intensivo. Freio a disco regenerativo com sistema ABS nas rodas dianteiras e traseiras, que proporcionam maio segurança e autonomia ao veiculo. Suspensão pneumática integral que gera conforto aos passageiros e ao motorista. Sistema de rebaixamento bilateral (ECAS) – permite o “ajoelhamento” da suspensão, aumentando o conforto e a segurança para embarque e desembarque de passageiros. Também é possível elevar a altura da carroceria para transpor alguns obstáculos das vias públicas. Coluna de direção regulável – permite a regulagem de acordo com as características de cada motorista, melhorando a questão de ergonomia. Oito anos de garantia para o trem de força. Atualmente o modelo K9 da BYD é o ônibus elétrico mais vendido em todo o mundo.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transporte

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Comentários

Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, bom dia.

    Ops…

    “Na visita à China, as autoridades municipais brasileiras têm repetido que um dos objetivos da introdução dos ônibus elétricos na frota que circula pela capital é usá-los como um “laboratório” de veículos não poluentes.”

    O corredor a lá Paulo Gil é ideia minha, publicada à época no Blog Ponto de Ônibus e depois implantada pela PMSP.

    Depois a PMSP fica com o MEU saldo do meu BU que foi levado no assalto em 22.02.17.

    A idéia do “laboratório” de veículos não poluentes também é minha conforme já postada aqui no Diário há algum tempo atrás e ontem quando do comentário da “Viação PG Ltda”, utilizando o micro buzinho autonomo, conforme link do vídeo, mencionando que a “Viação PG Ltda”, também faria pesquisa colaborativa.

    Já passou da hora de depositarem uns royalties na minha conta ou pelo menos creditar a autoria ao autor.

    Só faltou explicar quem vai pagar o “Polui menos” e “ganha MAIS”.

    Ahhhh mas não precisa né, será o CONTRIBUINTE.

    MUIDA BARSIL

    Att,

    Paulo Gil

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