TCM barra licitação de viaturas em 2015 e SPTrans aluga a partir deste mês carros por R$ 1,6 milhão para fiscalizar ônibus

Carros da SPTrans são usados para fiscalizar táxis, veículos de aplicativos, serviço Atende e ônibus

Contratação foi emergencial e vale por seis meses. Não há previsão para certame ser liberado

ADAMO BAZANI

A SPTrans – São Paulo Transporte, que gerencia o sistema de ônibus na capital paulista, firmou um contrato emergencial no valor de R$ 1,62 milhão referente a aluguéis de carros.

São 133 viaturas que vão ser usadas para fiscalizar os ônibus municipais.

A empresa responsável por estes carros é a Quality Aluguel de Veículos S.A. e a contratação ocorreu sem licitação.

O contrato é por seis meses.

Questionada sobre a contratação, a SPTrans disse ao Diário do Transporte que teve de optar pelo modelo emergencial porque desde 2015 a licitação para escolher uma empresa que fornecerá as viaturas em forma de aluguel está barrada pelo TCM – Tribunal de Contas do Município.  A gerenciadora ainda explica que o aluguel é mais vantajoso que frota própria e que se o TCM liberar a licitação antes dos seis meses, o contrato poderá ser rescindido.

A SPTrans utiliza frota locada desde os anos 1990. A experiência mostra ser a melhor alternativa, pois, com isso, mantemos uma frota com manutenção em dia, veículos sempre disponíveis, sem a necessidade de termos oficinas, estoques de material, etc…

 A contratação da Quality, no valor de R$ 1.626.275,16 e com prazo de seis meses, foi feita de forma emergencial porque a licitação para escolha de empresa para locação de veículos está suspensa pelo Tribunal de Contas do Município desde julho de 2015.

 São 133 veículos para uso exclusivo nas atividades de apoio e fiscalização do sistema, visando a garantir a qualidade dos serviços de transporte coletivo urbano de passageiros na cidade de São Paulo.

 Os questionamentos do TCM já foram respondidos diversas vezes e o edital, alterado para equacionar as dúvidas. A SPTrans aguarda a liberação do edital para dar prosseguimento ao processo licitatório. O contrato emergencial prevê a rescisão antecipada se a licitação for concluída.

O TCM diz ter visto indícios de irregularidades no certame, como em relação a preços e possível prejuízo à competividade.

Não há prazo para a licitação ser liberada.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite:

    Emergencial = Pizza com borda recheada de lucro.

    A fiscalização não resolve nada, pois o buzão é ruim há décadas.

    Carro pra que ???

    Pra ficar chocando debaixo da sombra.

    Os fiscais tem de ir de buzão, assim já fiscalizam “in loco”

    DESPEDÍCIO TOTAL DE DINHEIRO DO CONTRIBUINTE.

    Acorda Sampa.

    Att,

    Paulo Gil.

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