Greve de ônibus em Sorocaba completa mais um dia sem perspectiva de acordo

Reivindicações irão a dissídio coletivo

ADAMO BAZANI

A greve de motoristas de ônibus em Sorocaba, no interior de São Paulo, já ultrapassou 20 dias e não há ainda acordo entre o Consor – Consórcio Sorocaba de Transporte e a STU – Sorocaba Transportes Urbanos, empresas responsáveis pelos serviços municipais, e os trabalhadores.

O julgamento do dissídio coletivo pela justiça está marcado para o dia 9 de agosto.

A justiça determinou que enquanto não há solução para o caso, 70% dos ônibus escalados estejam em operação nos horários de pico e 50% nos demais horários, mas de acordo com a Urbes, empresa da prefeitura que gerencia o trânsito e os transportes, os percentuais não estão sendo cumpridos.

A administração municipal informou que o TRT – Tribunal Regional do Trabalho vai ser informado sobre as irregularidades praticadas pela categoria e deve pedir a ilegalidade da greve.

Os trabalhadores pedem reajuste salarial e nos benefícios.

A justiça, em junho, havia concedido aumento no salário de 4% retroativo a maio, com a condição de que os trabalhadores não cruzassem novamente os braços em julho. Como houve nova paralisação, a justiça então deve deixar todos os reajustes para o dissídio.

A greve ocorre desde 5 de junho, mas com períodos de paralisação e de retorno normal ao trabalho de forma intercalada.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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