Com dez mil mudas, Corredor Verde da Metra também ajuda a combater a poluição sonora

Azaleias e Manacás, no corredor operado pela Metra trazem uma nova visão ao passageiro, como no trecho da Parada Gilda, em Santo André

Melhoria das condições do ar e da paisagem são atributos já conhecidos da população, que espera florescer dos Manacás

ADAMO BAZANI

O Corredor Verde, iniciativa da  empresa de ônibus e trólebus Metra que foi responsável por plantar desde 2008 mais de 10 mudas entre árvores e plantas nativas da Mata Atlântica, já é uma tradição na região do ABC e em parte da zona sul e leste da capital paulista.

Nesta época do ano, entre o final do outono e início do inverno, as pessoas já aguardam o florescer dos Manacás da Serra, uma das espécies plantadas ao longo dos 33 quilômetros do eixo principal do Corredor ABD, entre Jabaquara, na zona Sul de São Paulo, e São Mateus, na zona Leste, passando por Santo André, Mauá (Terminal Sônia Maria), São Bernardo do Campo e Diadema.

Os benefícios paisagísticos e para a qualidade do ar são conhecidos pela população, que desfruta de um ambiente mais agradável, amenizando o tom cinzento concreto da estrutura do corredor.

Mas o Corredor Verde traz outros benefícios como a diminuição da poluição sonora. É o que explica a responsável pela jardinagem do Grupo ABC, do qual a Metra faz parte, Lenita Vieira.

“Temos um belo estoque de massa verde contribuindo com a melhoria da qualidade ambiental que está na mobilidade elétrica com emissão zero de CO². Além da sua importância na absorção do gás carbônico, as espécies plantadas no Corredor liberam oxigênio, reduzem a poluição sonora, humanizam a cidade, melhoram a qualidade de vida, diminuem a temperatura ambiente, absorvem água da chuva, entre outros benefícios.” – explicou a gestora.

Em um trabalho sobre poluição, o professor de Hidrometeorologia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG/USP), Augusto Pereira Filho, diz que árvores ajudam a diminuir a poluição sonora, porque servem como bloqueio natural às ondas de som.

Hoje a poluição sonora é considerada um dos principais problemas de saúde pública nos médios e grandes centros urbanos.

Para manter o Corredor Verde, Lenita explica que uma equipe de 16 pessoas atua todos os dias na conservação do espaço:

“O processo de escolha das espécies e plantio, é feito por uma equipe multidisciplinar e a manutenção dos jardins consiste em técnicas de jardinagem onde suas principais funções são: limpeza das plantas, ou seja, eliminação de galhos, folhas, flores e raízes, velhos, doentes, tortos ou improdutivos e auxiliar no crescimento vertical ou horizontal das espécies. A equipe é formada por 16 colaboradores e todos do Grupo ABC”

Trecho na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Bernardo do Campo

São realizados dois tipos de podas:

– Poda de Limpeza e Manutenção: aplica-se o ano todo e consiste na retirada das folhas secas, galhos doentes ou mortos, flores murchas, evitando o enfraquecimento da planta.

– Poda de Segurança: aplica-se esta poda ás árvores, onde sua finalidade é livrar a fiação elétrica de riscos e a prevenção da segurança visual para motoristas e clientes.

A gestora, entretanto, faz um alerta para conscientizar a população pata também cuidar do Corredor Verde, evitando vandalismo contra as espécies.

“Temos uma estimativa baseada em compras de mudas já realizadas que somam 10 mil mudas plantadas. Porém, verificamos que ocorre muito perdimento de mudas em razão do vandalismo ou mesmo saque.”

A empresa, que mantém no Youtube e no Facebook uma série de programas chamada “Por Dentro da Metra”, que mostra à comunidade como é o funcionamento de uma companhia de transporte, traz uma reportagem sobre o Corredor Verde e a equipe que atua na jardinagem do sistema metropolitano São Mateus – Jabaquara:

https://www.youtube.com/watch?v=Uh0BIuxJSyQ&t=2s

Para outros programas:

https://www.facebook.com/MetraTransportes/

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

3 comentários em Com dez mil mudas, Corredor Verde da Metra também ajuda a combater a poluição sonora

  1. Amigos, boa noite.

    Parabéns Metra.

    Mas não deviam fazer não, afinal já pagamos muitos impostos e isso é dever legal do puder inerte.

    Att,

    Paulo Gil

  2. A iniciativa é maravilhosa para a cidade, mas essas barreiras vegetais não trarão, infelizmente, nenhuma redução de ruído nas áreas lindeiras. Recomenda-se uma consulta cuidadosa à ciência das barreiras vegetais. Essa redução, neste caso, somente seria conseguida com barreiras acústicas convencionais de alguns metros de altura.

  3. Não tenha dúvidas que ajuda sim.
    Uso o corredor e onde há maior concentração de plantas e árvores, como na Parada Santa Thereza, do Mappin, em Santo André, o nível de ruído na calçada do corredor e do outro lado da rua são bem diferentes.
    A sensação só é quebrada quando passa algum ônibus Scania 15 metros, da Série 52XX.
    Não sei se é manutenção, se é idade mesmo, mas tão ficando muito barulhentos aqueles carros

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