PNQT: Falta de segurança é principal preocupação de passageiros de ônibus no Brasil

Passageiros querem mais segurança em paradas e dentro dos ônibus

Pesquisa realizada em mais de 40 cidades revela também que 23% dos usuários de ônibus demoram mais de uma hora para fazer o deslocamento casa-trabalho. Políticas de segurança e de incentivo ao transporte coletivo poderiam reverter o quadro.

ADAMO BAZANI

Em sua segunda edição, a PNQT – Pesquisa Nacional de Qualidade do Transporte, realizada em parceria entre o CittaMobi e o Diário do Transporte, revela que a falta de segurança pública é um dos problemas que mais preocupam os passageiros de ônibus em todo o país.

O levantamento foi no mês de junho, por meio do aplicativo CittaMobi, com 59 mil usuários em todas as regiões.

Por ser uma pesquisa que usou o aplicativo, foi possível obter os resultados de maneira rápida. As respostas foram consolidadas em menos de 12 horas após as perguntas chegarem aos passageiros, diretamente no celular.

Entre os entrevistados, os problemas relacionados à segurança foram citados por 32% dos passageiros.

Deste total, 16% se queixaram de falta de segurança nas paradas e 16% se sentiam inseguros dentro dos veículos.

No ano passado, a pesquisa ouviu 47 mil pessoas e a falta de segurança já era o principal problema para 31 % dos entrevistados na ocasião, ou seja, crescimento de 1% sobre uma base maior de entrevistados.

O tempo de espera nos pontos é a segunda maior queixa dos passageiros na edição de 2016 e 2017 da PNQT. Entre os entrevistados, 21% declararam que este é o aspecto mais negativo do sistema de transportes que utilizam.

Além da necessidade do fortalecimento de políticas para proteção do usuário do transporte público, a pesquisa também mostra a necessidade de priorizar os deslocamentos coletivos nos espaços urbanos para diminuir o tempo de viagem da população nas cidades.

Dos 59 mil passageiros que responderam à pesquisa, 23% demoram mais de uma hora nos deslocamentos casa-trabalho e a maioria, 24%, gasta entre 31 e 45 minutos nestes deslocamentos.

A falta de segurança e as viagens demoradas pela ausência de prioridade aos transportes coletivos interferem, segundo os dados, na avaliação geral dos sistemas pelos passageiros.

De acordo com a pesquisa, 42% dos 59 mil passageiros que responderam às perguntas, estão insatisfeitos com o sistema de transportes, mas reconhecem que existem pontos positivos nos serviços. Outros 31% estão satisfeitos, mas acreditam que os serviços podem melhorar. Já 24% estão totalmente insatisfeitos e apenas 3% se dizem totalmente satisfeitos.

 

“Este tipo de pesquisa, utilizando um aplicativo de mobilidade, é de extrema importância porque permite obter rapidamente as respostas e atinge diretamente quem está fazendo uso do serviço de transportes. O objetivo não é apontar problemas, mas ouvir e entender as necessidades dos cidadãos que utilizam os sistemas de transportes. Há muito o que fazer e a Plataforma CittaMobi possui novas funcionalidades para apoiar  estas demandas” . – disse o gerente de produtos da Plataforma CittaMobi, Fernando Matsumoto.

90% dos entrevistados possuem entre 18 e 54 anos, 66,5% trabalham e 82% utilizam transporte público 5 ou mais dias por semana.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

1 comentário em PNQT: Falta de segurança é principal preocupação de passageiros de ônibus no Brasil

  1. Amigos, bom dia.

    Belo trabalho, conciso rápido e bem representado graficamente.

    Mas isso o puder e a fiscalizadora estão cansado de saber mas nada fazem.

    Agora a PMSP resolver finalizar protocolos sem realizar o serviço, eliminando assim ela propria as provas que os contribuintes tem a seu favor quando abrem um SAC no site da PMSP.

    A desculpa que foi dada é que tem um monte de procolos e eles não precisam de tantos.

    Se com tantos eles não fazem a manutenção da praça do nosso bairro o que teremos de fazer para que executem os serviços.

    Eu mesmo tenho um protocolo de capinação da praça, que foi encerrado mas a praça está aqui quase com onça e ninguém pode utilizar a praça.

    Além de ineficiente essa Jestão não tem nem ética sequer.

    Att,

    Paulo Gil

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