Corredor de ônibus do Capão e terminal Itaquera recebem prioridade por terem recursos da União

Ampliação do Terminal Itaquera terá verbas garantidas - Foto Cesar Ogata / SECOM

Prefeitura vai usar somente 18% do Orçamento para investimentos e obras de mobilidade devem ter menos recursos

ADAMO BAZANI

Intervenções que já contam com parte dos recursos garantidos pela União, como corredor de ônibus da região do Capão Redondo, na zona sul da capital paulista, e a ampliação do terminal de ônibus de Itaquera, na zona leste, devem receber prioridade na gestão Doria.

A informação é do secretário Municipal da Fazenda, Caio Megale, em entrevista durante agendas oficiais do prefeito neste domingo.

“Não vamos conseguir fazer todas as 60, 70 obras que estão iniciadas, mas, com priorização e gestão de orçamento, essas obras vão acontecendo ao longo do tempo”

Diante da crise econômica e da queda da arrecadação, a prefeitura cortou investimentos. Dos R$ 5,5 bilhões que constam no orçamento para este fim em 2017, apenas 18%, aproximadamente R$ 1 bilhão, serão para investimentos. O corte é de R$ 4,5 bilhões.

Segundo o poder público, houve aumento de 83% nos gastos de custeio nos últimos cinco anos, como manutenção e salários.

Além disso, houve queda no recebimento de recursos do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento, de R$ 1,3 bilhão para R$ 200 milhões.

Até o início deste mês, foram gastos apenas R$ 410 milhões em obras e projetos.

As gratuidades nos transportes, que subiram 53% entre 2013 e 2017, e o congelamento da tarifa pelo prefeito João Doria, devem requerer neste ano subsídios de R$ 3,2 bilhões, dinheiro que poderia ser investido em obras, inclusive para mobilidade.

A licitação dos transportes, cijo ediatal deve ser lançado nas próximas semanas, é umas das esperanças para dar mais eficiência ao sistema de ônibus e reduzir a necessidades de subsídios.

Neste domingo, João Doria ressaltou que espera obter recursos externos por meio do programa de desestatização com concessões e privatizações.

Estão nos planos conceder à iniciativa privada a operação e gerenciamento do Bilhete Único, que hoje gera custos em torno de R$ 460 milhões por ano à prefeitura e os 29 terminais de ônibus da cidade que seriam pontos de conveniência com postos no estilo Poupatempo, creches, farmácias e redes de lojas.

Na semana passada, a gestão Doria apresentou o Plano de Metas que prevê a construção de 72 Km de ônibus, mas não detalha de onde virão as verbas.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2017/07/11/novo-plano-de-metas-mobilidade-onibus/

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

1 comentário em Corredor de ônibus do Capão e terminal Itaquera recebem prioridade por terem recursos da União

  1. Amigos, bom dia.

    Não precisar detalhar de onde vem a verba, afinal quem vai pagar é sempre de origem única, O CONTRIBUINTE.

    Att,

    Paulo Gil

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