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Empresas de aplicativo contestam exigência de licenciamento na capital para carros continuarem prestando serviços

Uber, Cabify e 99 sugerem que também sejam aceitas placas de cidades da Grande São Paulo

ADAMO BAZANI

A nova regulamentação sobre os motoristas e serviços de aplicativos de transporte como Uber, Cabify e 99 tem ainda rendido polêmicas.

As regras foram divulgadas pela prefeitura nesta quarta-feira, 12 de julho de 2017.

Há determinações quanto aos trajes dos motoristas, idade máxima dos veículos, que deve ser de cinco anos, necessidade de carteira de habilitação profissional e a obrigatoriedade de que os carros sejam licenciados na capital paulista para continuarem os serviços. Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2017/07/12/atuais-motoristas-de-aplicativos-temem-ter-de-deixar-de-trabalhar-com-novas-regras/

As três maiores empresas que prestam esse tipo de serviço com motoristas cadastrados em seus bancos de dados contestam diversos pontos da regulamentação.

O principal deles é justamente a exigência de poderem atuar carros que possuem placas apenas da capital paulista.

A versão da prefeitura é que os proprietários desses veículos ganham dinheiro em São Paulo, mas não revertem a taxa do licenciamento e demais impostos desses carros para cidade. Alguns possuem placas de outros estados, como Paraná.

Uber, Cabify e 99 acreditam que esta exigência é um contrassenso em relação às necessidades atuais de mobilidade, já que as cidades da Grande São Paulo e a capital são interligadas com suas áreas conurbadas e que é grande o deslocamento entre esses municípios.

Como solução intermediária, as empresas propõem que sejam liberados veículos com placas de qualquer uma das 39 cidades que compõem a região metropolitana de São Paulo.

Assim estariam de fora apenas cidades do interior, litoral e de outros estados.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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