Contribuições do Congresso da UITP – 2017
Publicado em: 8 de julho de 2017
Foram apresentadas experiências e dificuldades relacionadas a mudança do modelo de negócios dos transportes públicos e nas relações entre autoridades, concessionários e agencias reguladoras.
VALESKA PERES PINTO
A promoção a cada dois anos do Congresso Mundial do Transporte Público, pela UITP – União Internacional de Transporte Público, renova a troca de experiências e a de avaliação das tendências mundiais que afetam o setor. O Congresso realizado nos dias 14 a 18 de maio de 2017, na cidade de Montreal– Canadá, não frustrou as expectativas. Como o lema “Liderar a TRANSIÇÃO”, reafirmou a necessidade do transporte público assumir a liderança diante das inúmeras mudanças e desafios colocados para as cidades no âmbito do planeta.
Os conteúdos tratadas em dezenas Conferencias e Sessões Técnicas com a participação de 2.500 participantes de 84 países do mundo foram complementado pelas atividades promovidas na Exposição que contou com 330 empresas de 30 países apresentando seus produtos e soluções inovadoras, que recebeu 13.000 visitantes.
Como evento de caráter global, os temas tratados estão alinhados as grandes linhas estratágicas que movem governos e empresas, oferecendo um grande painel diante do qual cada região e país, em particular, pode encontrar experiências e parâmetros que podem ser ajustados as suas condições locais. Em síntese, as mudanças e inovações em curso na economia e na governança mundial, impulsionadas pela inovação tecnológica, apontaram para três pilares afetarão o setor e para os quais a UITP aponta a necessidade das organizações, autoridades e profissionais se preparem.
O primeiro dele é a digitalização, que compreende as mudanças nos processos de planejamento, operação, relacionamento interno nas organizações e, principalmente, com os usuários e sociedade em geral. Mais uma vez os debates abordaram a importância da construção de OPEN DATES ( Bancos de dados abertos) a partir da coleta automática de dados, o que envolve segundo cada país ou região, medidas regulatórias envolvendo transparência na utilização dos mesmos. Em diversas sessões apontou-se a pouca utilização dos dados já obtidos na melhoria do planejamento dos serviços.
Da mesma forma, autoridades e empresas reconhecem que a digitalização e o uso disseminado de smartphones empoderaram os diversos segmentos da população. No lastro da disseminação dos meios digitais para a população, assiste-se ao surgimentos de novos parceiros, que precisam ser chamados a fazer parte do jogo. A integração das bicicletas as redes de transporte público e a redefinição do papel dos táxis e do Uber como alimentadores da rede de transporte coletivo foram relatados como experiências em curso em muitas cidades.
O segundo pilar pode ser identificado como a automação apresentada como um conjunto de medidas voltadas a melhoria da qualidade e regularidade dos serviços prestados, em particular com o uso crescente de tecnologia e da inteligência artificial. A automação dos processos de operação de veículos, sinalização e comunicação entre veículos, mais difundidos nos sistemas metroferroviários, começam a ser testados em sistemas rodoviários, como BRTs e veículos autônomos individuais. A conexão direta entre veículos, destes com as plataformas, com os sistemas de sinalização e informação aos usuários, está sendo visto como condição para melhoria na regularidade dos serviços e para a segurança.
Finalmente, a eletrificação foi colocada como um desafio global para que o setor do transporte público lidere os esforços mundiais para a redução do uso de combustíveis fósseis, dando um ”exemplo para o resto do setor de transportes”, como afirmou Alain Flausch, Secretário Geral da entidade. A China lidera a política de eletrificação veicular, tanto individual como coletivo, tendo anunciado 100% da eletrificação do transporte público da Shezen, capital da província de Guangdong, no sul da China. A cidade tem 11 milhões de habitantes e é a 4ª cidade mais rica da China, perdendo apenas para Xangai, Hong Kong e Beijin. Também foi anunciado o implemento de 100% da eletrificação dos ônibus de Paris para 2022 e de Montreal para 2025.
Em todas as cidades que apresentaram planos de eletrificação foram destacados os ganhos de qualidade de vida, com redução da poluição do ar e redução do ruído. A eletrificação vai de par com a ampliação da infraestrutura para o processo de digitalização e automação. A estratégia de eletrificação contempla as ações visando garantir o fornecimento de eletricidade, a partir de diferentes fontes – energia solar, energia eólica, gás, petróleo e óleo vegetais. Foi destacado a importância da criação de incentivos fiscais para a mudança da matriz energética e a criação da infra-estrutura de carga e recarga. Neste sentido o sistema de transporte público possui melhores condições para dar este salto e transformar garagens e estações em usinas de geração de energia, para uso pelo setor e mesmo comercialização do excedente.
Os debates não se restringiram às aplicações de tecnologia. Outros temas igualmente desafiantes foram considerados. O primeiro refere-se as mudanças no mundo do trabalho e das expectativas das novas gerações, que servem de provocação para o redesenho das redes de transporte e para a adoção de praticas dinâmicas para sua reprogramação. O surgimento de novos parceiros também foi tratado, em particular os programas de compartilhamento de viagens em carros ou bicicletas, que precisam ser considerados pelos operadores dos sistemas massivos. O Transporte ‘on demand’, construído a partir de aplicativos que ajustam itinerários/demandas/horários, também começa a ser testado. Experiências de carros autônomos também foram apresentadas e uma experiência foi disponibilizada aos congressistas durante o evento. Vale dizer que o congresso cada vez mais esta voltado para debater como fazer do transporte público um elemento estrutural para cidades sustentáveis.
Foram apresentadas experiências e dificuldades relacionadas a mudança do modelo de negócios dos transportes públicos e nas relações entre autoridades, concessionários e agencias reguladoras. As diferenças nos sistemas políticos e institucionais, assim como das culturas organizacionais, acabam sendo deixados para o plano de enfrentamento local e regional. As diretrizes neste domínio tende a ser gerais e alinhadas com programas globais, como aqueles conduzidos pela ONU/OMS –Década de redução de acidentes de trânsito ou pela OCDE. Daí emerge a importância das Divisões Regionais da UITP presentes em todos os continentes.
Para finalizar, cabe destacar a participação brasileira no Congresso da UITP 2017. Na Sessão Latin America concluiu-se o primeiro ciclo do “Programa de Melhores Praticas de Promoção e Comunicação da Mobilidade Urbana”. Neste programa foram inscritos 46 projetos de 17 cidades de 6 países do Continente. Na categoria Promoção, a melhor prática reconhecida foi apresentada pela ViaQuatro – Programa “Lotação do próximo trem”, aplicativo que informa quando o trem vai chegar e qual o carro mais vazio, permitindo melhor distribuição dos passageiros e mais conforto na viagem. Na categoria Comunicação, dois finalistas: MetroSP – Campanha contra abuso sexual e Scipopulis – Aplicativo de Mobilidade Pública. A melhor prática reconhecida foi apresentada pela Autopass – BOM – Mais de 6 milhões de cartões e milhares de histórias.
Na Cerimônia de encerramento do Congresso foram apresentados os finalistas do Prêmio UITP e entre eles foi reconhecido na categoria Smart Financing and Business Models, o case apresentado pela ADDAX e EMTU-SP relativa ao contrato de PPP do Sistema Integrado de Ônibus e VLT da Baixada Santista.
O Congresso teve como anfitriões e organizadores as operadoras de transporte locais AMT e STM, que aproveitaram o momento para divulgar o sistema de transporte público integrado de Montreal, que inclui a integração com carros e bicicletas compartilhados. O próximo Congresso será em 2019 na cidade de Estocolmo, sob o comando Pere Calvet, novo presidente da entidade. Pere Calvet Tordera, é engenheiro civil, com mais de 30 anos de experiência em vários setores de transportes públicos – incluindo os sistemas ferroviários metropolitanos e suburbanos. Desde 2011, Pere Calvet é Gerente Geral de Ferrocarriles da Generalitat de Catalunha (FGC) em Espanha.
Valeska Peres Pinto – Presidente da CT de Marketing da ANTP



Amigos, bom dia.
Como diria Bechior:
“Eu (Paulo Gil) sou apenas, um rapaz latino americano sem dinheiro no bolso.”
O Barsil ainda está na idade da Pedra Lascada.
Primeiro precisamos por pra rodar coisas basilares.
1) A Jestão pública no Barsil é morta, precisando ressurgir da fênix anteonte; condição “sine qua non”, do aplicativo fundo de quintal até o BIG DATA da mais conceituada empresa de informática do Planeta.
2) “Cuidado com o vão e a altura entre o trem e a plataforma” problema e frase que continua em uso e atual há mais de 60 anos. (basta ir até a Estação CPTM Presidente Altino);
3) “A menor distância entre dois pontos é uma reta” Linhas caranguejadas ziguezagueadas, carro bota diariamente, GPS biruta e fiscalizadora e EMTOSA paradas no tempo e no espaço, mantendo a tradição da ineficiência.
4) O BU no Barsil está morto, pois ele fica com os créditos do passageiro, quando este é assaltado, querem cobrar R$ 26,80 quando se faz a mesma coisa, com R$ 22,80 e o pior se apropriam do seu saldo.
Eu nunca mais irei usar BU.
Alias vou fazer o seguinte, vou colocar um crédito, vou usar o buzão uma vez e vou acompanha meu saldo para saber que dia ele ira sair do meu BU.
Ainda pego “eles” na curva.
Caso não sejam resolvidos os problemas basilares persistentes há mais de 60 anos, para o transporte público do Barsil, BIG DATA será apenas um nome que poderá ser dado a um novo reality show da TV.
Só precismos de uma coisa:
DA FAZEDORIA, o resto é balela.
NADA MUDA NESSE BARSIL.
VIVA RUI BARBOSA!
Att,
Paulo Gil