Poluição: Ônibus metropolitanos de Campinas têm a menor taxa de aprovação e os da Baixada Santista, a maior

Ônibus são avaliados nas garagens. Na Grande São Paulo, aprovação foi de 85%

Em quarto sistemas avaliados pela EMTU, mais de 80% dos veículos foram aprovados

ADAMO BAZANI

Enquanto quase todos os ônibus da região metropolitana da Baixada Santista foram aprovados no programa ConscientizAR da EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, na região metropolitana de Campinas, no interior de São Paulo, o índice de veículos reprovados chegou a 21%.

É o que mostra o balanço divulgado pela gerenciadora de transportes metropolitanos, referente ao período de 1º de janeiro a 09 de junho.

O Programa ConscientizAr tem o objetivo de contribuir com a redução da poluição do ar, medindo as emissões dos ônibus. O trabalho é feito com o opacímetro, que apura a quantidade de fumaça emitida por metro e a opacidade (em que grau a fumaça está preta).

Na Grande São Paulo, a aprovação foi de 85% e na Região do Vale do Paraíba, de 86%.

Não foi avaliada toda a frota destas regiões, mas amostragens.

Região Metropolitana de São Paulo:

Índice de Aprovação: 85%

Ônibus Avaliados: 2.516

Ônibus Aprovados: 2.152

Ônibus Reprovados: 364

Período: De 01/01 a 09/06

Região Metropolitana de Campinas:

Índice de Aprovação: 82%

Ônibus Avaliados: 87

Ônibus Aprovados: 71

Ônibus Reprovados: 16

Período: De 01/01 a 09/06

Região Metropolitana da Baixada Santista:

Índice de Aprovação: 99,69%

Ônibus Avaliados: 630

Ônibus Aprovados: 628

Ônibus Reprovados: 02

Período: De dezembro de 2016 a maio deste ano

Região Metropolitana do Vale do Paraíba:

Índice de Aprovação: 86%

Ônibus Avaliados: 361

Ônibus Aprovados: 311

Ônibus Reprovados: 50

Período: De janeiro a maio

Em nota, a EMTU diz que as empresas não são multas porque o intuito do programa é educativo e que má qualidade do combustível e manutenção insuficiente dos ônibus são as maiores causas das emissões fora de padrão.

Criado em 2008, o programa realiza o trabalho de campo diariamente por técnicos treinados pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb). A equipe mede o material particulado (conhecido popularmente como fumaça preta) que sai do escapamento dos veículos.

A emissão acima dos níveis permitidos está diretamente associada à falta de manutenção do veículo ou à má qualidade do combustível utilizado. Entre os problemas mais comuns estão a bomba injetora desregulada, bicos injetores danificados, filtros de ar e óleo com vida útil vencida e combustível adulterado.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, bom dia.

    Melhor não generalizar a região metropolitana de São Paulo, afinal 85% é um índice muito para a região do ABC.

    Além de injusto para com as empresas com uma idade média baixa da frota.

    Sempre tampando o sol com a peneira.

    Att,

    Paulo Gil

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