Poluição: Ônibus metropolitanos de Campinas têm a menor taxa de aprovação e os da Baixada Santista, a maior
Publicado em: 12 de junho de 2017
Em quarto sistemas avaliados pela EMTU, mais de 80% dos veículos foram aprovados
ADAMO BAZANI
Enquanto quase todos os ônibus da região metropolitana da Baixada Santista foram aprovados no programa ConscientizAR da EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, na região metropolitana de Campinas, no interior de São Paulo, o índice de veículos reprovados chegou a 21%.
É o que mostra o balanço divulgado pela gerenciadora de transportes metropolitanos, referente ao período de 1º de janeiro a 09 de junho.
O Programa ConscientizAr tem o objetivo de contribuir com a redução da poluição do ar, medindo as emissões dos ônibus. O trabalho é feito com o opacímetro, que apura a quantidade de fumaça emitida por metro e a opacidade (em que grau a fumaça está preta).
Na Grande São Paulo, a aprovação foi de 85% e na Região do Vale do Paraíba, de 86%.
Não foi avaliada toda a frota destas regiões, mas amostragens.
Região Metropolitana de São Paulo:
Índice de Aprovação: 85%
Ônibus Avaliados: 2.516
Ônibus Aprovados: 2.152
Ônibus Reprovados: 364
Período: De 01/01 a 09/06
Região Metropolitana de Campinas:
Índice de Aprovação: 82%
Ônibus Avaliados: 87
Ônibus Aprovados: 71
Ônibus Reprovados: 16
Período: De 01/01 a 09/06
Região Metropolitana da Baixada Santista:
Índice de Aprovação: 99,69%
Ônibus Avaliados: 630
Ônibus Aprovados: 628
Ônibus Reprovados: 02
Período: De dezembro de 2016 a maio deste ano
Região Metropolitana do Vale do Paraíba:
Índice de Aprovação: 86%
Ônibus Avaliados: 361
Ônibus Aprovados: 311
Ônibus Reprovados: 50
Período: De janeiro a maio
Em nota, a EMTU diz que as empresas não são multas porque o intuito do programa é educativo e que má qualidade do combustível e manutenção insuficiente dos ônibus são as maiores causas das emissões fora de padrão.
Criado em 2008, o programa realiza o trabalho de campo diariamente por técnicos treinados pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb). A equipe mede o material particulado (conhecido popularmente como fumaça preta) que sai do escapamento dos veículos.
A emissão acima dos níveis permitidos está diretamente associada à falta de manutenção do veículo ou à má qualidade do combustível utilizado. Entre os problemas mais comuns estão a bomba injetora desregulada, bicos injetores danificados, filtros de ar e óleo com vida útil vencida e combustível adulterado.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


Amigos, bom dia.
Melhor não generalizar a região metropolitana de São Paulo, afinal 85% é um índice muito para a região do ABC.
Além de injusto para com as empresas com uma idade média baixa da frota.
Sempre tampando o sol com a peneira.
Att,
Paulo Gil