Detran do DF alcança economiza de 92% de energia com lâmpadas de LED em semáforos

Gasto na conta de luz, apenas com semáforos, era de R$ 385 mil por mês. Com LED, caiu para apenas R$ 30 mil mensais, economia estimada de R$ 4,2 milhões ao ano

ALEXANDRE PELEGI

O Detran-DF comemora uma redução significativa na conta de luz. Mais especificamente graças à redução no consumo de energia elétrica dos 2.131 sinaleiros de veículos e dos 1.029 de pedestres. A economia obtida, de 92%, foi graças à troca de lâmpadas em todos os 3.160 semáforos do Distrito Federal. Todas as lâmpadas incandescentes foram substituídas por 7.160 LEDs (diodos emissores de luz).

Resultado de um termo de cooperação entre o Detran-DF e a Companhia Energética de Brasília (CEB), a troca da tecnologia se deu graças à implementação de um projeto de eficiência energética. Todo o material utilizado foi adquirido com recursos do orçamento da CEB, com mão de obra ficando por conta do Detran-DF.

ECONOMIA

Apenas com semáforos, o gasto na conta de luz, que era de R$ 385 mil por mês, foi reduzido para apenas R$ 30 mil mensais. Por ano, o gasto com energia nos semáforos chegava a R$ 4,6 milhões, valor que cairá agora para R$ 360 mil, uma economia estimada de R$ 4,2 milhões ao ano.

A tecnologia LED, mais resistente, tem a vantagem de ser muito mais durável, podendo chegar até a cinco anos de uso, tudo somado ao baixo consumo de energia. E ainda por cima tem melhor visibilidade para o motorista e o pedestre, diferente da lâmpada incandescente.

Outra vantagem esperada no uso das lâmpadas está relacionada ao custo de manutenção. Hoje o Detran-DF gasta cerca de R$ 724 mil por mês na manutenção dos semáforos, gasto decorrente principalmente na época das chuvas, quando 40% das lâmpadas comuns queimavam.

LED: ESTÉTICA E ECONOMIA

As lâmpadas de LED foram aperfeiçoadas graças a três cientistas japoneses agraciados com o Nobel de Física de 2014, concedido pela Real Academia das Ciências da Suécia.

Ainda na década de 90 os cientistas japoneses inventaram o emissor de luz azul de diodo. Combinado com os LEDs verde e vermelho, que já existiam, foi possível a criação de lâmpadas de luz branca, que além de mais duradouras, são bem mais eficientes que as demais.

As lâmpadas incandescentes usam a maior parte da energia para aquecer a lâmpada e não para iluminar – 80% da energia é dissipada na forma de calor. A luz produzida não é tão clara quanto à de LED, pois ela não pode ser direcionada, já que o filamento de tungstênio, quando  aquecido, irradia luz em todas as direções.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transporte

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Comentários

Comentários

  1. Daniel Duarte disse:

    Que boa notícia, vão gastar em um ano, menos do que se gasta em um mês.

  2. Paulo Gil disse:

    Amigos, bom dia.

    Mas precisa saber tambem quanto custou esses novos semaforos.

    Att,

    Paulo Gil

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