Segundo entidade sindical, trabalhadores titulares não vão pagar valores maiores em convênio médico e odontológico, que foram assumidos pelas empresas de ônibus. Grupo opositor cogitou paralisação
ADAMO BAZANI
Apesar de ter havido um acordo entre empresas de ônibus da capital paulista, reunidas pelo SPUrbanuss, e o Sindmotoristas, sindicato que representa os trabalhadores em transportes na capital paulista, ainda há dúvidas em relação a alguns pontos deste acordo e pressões, até mesmo por paralisação, por parte de ex-diretores do sindicato trabalhista.
Nesta segunda-feira dia, 22, em audiência no Tribunal Regional do Trabalho, foi acertado entre as partes aumento salarial de 4% e aumento do tíquete refeição de R$ 20,50 para R$ 22 (7,3% de reajuste), subsídio do convênio odontológico de R$ 8 para R$ 12 (50% de aumento), subsídio do convênio médico de R$ 75 para R$ 95 (26,7% de reajuste) e renovação das demais cláusulas da convenção coletiva de 2016.
A decisão evitou a greve de ônibus em São Paulo, anunciada para esta quarta-feira, 24.
Segundo o Sindmotoristas, tem havido uma confusão em relação ao sistema de convênios médico e odontológico. Ainda de acordo com a entidade, parte desta confusão é “proposital por pessoas que fazem parte deste gurpo”.
“O trabalhador titular do benefício não vai pagar R$ 95 pelo convênio médico e nem R$ 12 pelo convênio odontológico. Esse valor é de responsabilidade das empresas de ônibus. As empresas sim é que vão pagar mais. Apenas será cobrado dos dependentes do titular, como sempre foi” – disse o presidente da entidade Valdevan de Jesus Santos, o Noventa.
O sindicalista ainda diz que “o reajuste de 4% e o valor dos benefícios determinado pelo tribunal acabaram sendo o melhor para os trabalhadores , pois se não houvesse o acordo a greve iria para o julgamento e não teríamos nada disso”.
O sindicato ainda diz que qualquer eventual paralisação, atraso dos ônibus ou tumulto neste momento não será de sua responsabilidade.
O Tribunal do Trabalho entendeu que não poderia haver o pagamento de participação nos lucros e resultados por causa da situação financeira do sistema de transportes, não havendo de fato lucro se for descontada a dívidas da prefeitura com as empresas de ônibus, que ultrapassam R$ 320 milhões.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
