DF testa biometria facial para evitar fraudes no uso de gratuidade de transporte coletivo

Testes com equipamentos da Transdata ocorrem inicialmente em dez veículos da linha 110, que liga a Rodoviária do Plano Piloto à Universidade de Brasília

ADAMO BAZANI

O sistema de transportes coletivos do Distrito Federal começou a testar equipamentos de biometria facial para detectar e impedir fraudes no uso de gratuidades, que tem ocasionado prejuízos à conta dos transportes.

De acordo com o governo do Distrito Federal, os testes começaram na linha 110 e envolvem dez ônibus da Viação Piracicabana, que fazem o trajeto da rodoviária do Plano Piloto à Universidade de Brasília UnB.

O sistema é fornecido pela empresa Transdata Smart, com sede em Campinas, no interior de São Paulo.

Em nota, a companhia de tecnologia diz que uma câmera é colocada na região da catraca e fotografa os passageiros que usam os benefícios. Depois as imagens são comparadas com cadastro da gerenciadora e, se houver alguma suspeita, o passageiro pode ser chamado e o cartão bloqueado.  A empresa ainda diz que está presente em mais de 30 cidades que já usam a tecnologia.

O sistema permite verificar se o passageiro que está utilizando um cartão com direito a algum benefício é exatamente a mesma pessoa que fez previamente o cadastro para tal, em um cartão que possui um código de identificação específico no qual constam informações referentes ao nome, idade e dados biométricos faciais. Em casos de uso indevido do cartão, a empresa pode adotar as medidas administrativas que achar necessária.

Dentre as mais de 30 cidades que usam essa tecnologia, destaca-se Curitiba (PR), que implementou a solução em agosto de 2015, tendo bloqueado mais de 1,3 mil cartões por suspeita de fraude, armazenado mais de 25 milhões de fotos e conferindo mais de 16 mil fotos todos os dias. Vale destacar que, em pouco mais de duas semanas de testes em Brasília, a tecnologia já detectou o uso indevido de cartões, os quais serão bloqueados, segundo a Secretaria de Mobilidade.

Já o Governo do Distrito Federal, diz em nota que será necessário, enquanto ocorrem os testes, atualizar os cadastros da gerenciadora do sistema, DFTrans

O próximo passo é a atualização da foto, em alta resolução, no cadastro do passe estudantil de um grupo de alunos da UnB. Caberá ao Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans) fazer a modernização no sistema.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes