Morre cobrador que teve corpo queimado em ataque a ônibus em Fortaleza

Poucas pessoas foram presas em ondas de ataque. Foto: O Povo (leitor)

Vítima era portador de deficiência física e não conseguiu sair do veículo durante a ação dos criminosos

ADAMO BAZANI

Ataques a ônibus não representam apenas perdas de milhões de reais em patrimônios destruídos, desfalcando os serviços de transportes para a população.

Este tipo de crime coloca em risco a vida de milhões de passageiros e funcionários dos transportes em todo país, embora que tal fato é pouco citado.

Morreu na manhã desta segunda-feira, 8 de maio de 2017, o cobrador de ônibus José Nunes de Sousa, de 56 anos. Ele teve 90% do corpo queimado durante uma série de ataques a ônibus, que ocorreu em Fortaleza, no dia 20 de abril. O cobrador estava trabalhando em um dos veículos atacados no bairro Canindezinho. José Nunes de Sousa era portador de deficiência física e não conseguiu sair do veículo. Foram queimaduras de terceiro grau.

O profissional estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), do Instituto Dr. José Frota (IJF), também em Fortaleza.

Segundo o hospital, o estado do cobrador era muito grave. Ele estava sedado e inconsciente.

Nenhum responsável pelo ataque foi preso.

A SSPSD (Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social) informou que a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas investiga a participação de facções criminosas nos ataques, que seriam ordenados por presos. Os criminosos estavam descontentes com transferências de unidades prisionais e havia disputas entre facções.

 Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes