Radial identifica 204 veículos circulando na cidade da Grande SP, entre carros de passeio e vans
ALEXANDRE PELEGI
O Diário do Transporte publicou na última sexta-feira, 05 de maio, que o número de apreensões de veículos de transporte de passageiros que atuam clandestinamente ou de forma irregular em São Paulo, capital, cresceu 12,56% de janeiro a 03 de maio deste ano. Segundo a SPTrans, foram retirados de circulação 206 veículos que faziam transporte clandestino ou estavam irregulares. Em igual período do ano passado, a SPTrans apreendeu 183 veículos. (leia aqui: https://diariodotransporte.com.br/2017/05/05/apreensoes-de-veiculos-clandestinos-e-irregulares-pela-sptrans-cresce-125-neste-ano/)
O problema dos clandestinos, que também vem causando sérios prejuízos país afora (vide o caso do Rio de Janeiro: https://diariodotransporte.com.br/2017/05/07/corredor-transolimpica-sofre-com-atraso-de-obras-e-concorrencia-de-clandestinos/), também foi apontado em Suzano, cidade com mais de 250 mil habitantes da Grande SP.
Quem denunciou foi a empresa Radial, que responde pelo transporte urbano. Segundo a empresa, foram identificados 204 veículos clandestinos atuando na cidade, dos quais 144 são carros e 60 vans.
A Radial possui 120 ônibus para atender a população suzanense, e alega que a condução irregular é observada desde o início deste ano. As denúncias feitas agora deverão ser apuradas pela prefeitura.
O gerente operacional da Radial, Alexandre Parisi, conta que 144 carros de passeio transportam passageiros irregularmente na cidade. Segundo ele, são carros sem identificação, que transitam cobrando tarifa de passageiros.
“Eles estão em todos os bairros. Em torno de 60 vans também atuam desta forma. Os veículos são notados desde janeiro. No primeiro mês do ano, cerca de 50 automóveis já eram observados”.
A situação do transporte clandestino pode oferecer riscos à comunidade. Em depoimento ao jornal Diário de Suzano, Parisi afirmou: “Eles vêm agindo de forma brusca, realizam atalhos perigosos para ganhar tempo e intimidam os motoristas, chegando a ameaçar. Os carros pegam passageiros no próprio ponto de ônibus. Para fazer um serviço de transporte é preciso preparo e autorização. A partir do momento em que não tem autorização, o transporte acontece de forma criminosa porque é a usurpação de uma atividade pública”.
Queda de passageiros e de receita
Com 120 ônibus no município, a Radial sabe que pode sofrer com a queda de usuários. Afinal, lembra Parisi, “são 120 ônibus contra 200 veículos clandestinos, entre carros e vans. Sem dúvidas, isso provoca uma queda que ainda avaliamos. Além de tudo, prezamos pela segurança de nossos funcionários e passageiros”.
Alexandre Pelegi
