População de Salvador espera VLT para 2019

Projeção digital do meio de transporte

 

Baseado numa Parceria Público-Privada (PPP), a sessão pública de abertura das propostas deverá ocorrer no dia de 30 de junho, na Bolsa de Valores de São Paulo

ALEXANDRE PELEGI

O VLT de Salvador está perto de se tornar realidade. Os moradores do Subúrbio da capital da Bahia receberam com entusiasmo a notícia da publicação no Diário Oficial do Estado, nesta quarta-feira (dia 3), do aviso de licitação para a implantação e operação do Veículo Leve sobre Trilhos. O modal vai ligar a região de São Luiz, em Paripe, até o bairro do Comércio, o chamado subúrbio ferroviário.

Baseado numa Parceria Público-Privada (PPP), a sessão pública de abertura das propostas deverá ocorrer no dia de 30 de junho, na Bolsa de Valores de São Paulo.

A empresa vencedora deve ser conhecida até a primeira quinzena do mês de junho.

Se o cronograma se mantiver, as obras poderão iniciar em até 90 dias após a assinatura do contrato da parceria. O prazo de conclusão das obras é de dois anos, com um valor estimado dos investimentos de R$ 1,5 bilhão.

Antes de tudo o Governo do Estado já deflagrara, através de concorrência pública, a escolha da empresa financiadora do projeto, segundo condições estabelecidas pela Empresa Baiana de Ativos (Bahiainveste). O banco financiador selecionado se deu através de chamamento público, e coube ao banco inglês Indico PLC o compromisso de financiar todo o projeto do modal.

2019 – VLT real

A expectativa é que até 2019 Salvador tenha mais um sistema de transporte, com cerca de 19 quilômetros de extensão e 21 paradas. Estão previstas duas estações – Calçada e Paripe -, sendo que nesta última haverá um pátio de manutenção. Na estação Calçada será instalado um centro de controle para operação em tempo real.

O modal será formado por 20 composições de tração elétrica, com capacidade para transportar mais de 600 passageiros em cada uma. Isso representa beneficiar perto de 1,5 milhão de residentes do Subúrbio Ferroviário, com capacidade de transportar 100 mil passageiros/dia.

A empresa vencedora, responsável pela construção e operação, poderá explorar o sistema por um prazo de 20 anos.

As obras estão dividas em duas fases:

= entre o Comércio e Plataforma, com aproximadamente 9,4 quilômetros;

= e entre Plataforma e São Luiz, com nove quilômetros.

Tempo de operação: o percurso deverá ser feito, de uma ponta a outra, em 40 minutos.

Integração: o VLT fará integração às linhas 1 e 2 do metrô e aos roteiros do BRT metropolitano, a ser implantado na Linha Vermelha, atualmente com obras em andamento.

Hoje a malha ferroviária que liga Paripe à Calçada é de 13,6 quilômetros, trecho que demanda pouco mais de uma hora para ser percorrido através de ônibus.  Os equipamentos do atual sistema ferroviário não serão reaproveitados para o VLT por conta das diferenças entre os modais.

A qualificação e as exigências contidas no contrato anexo ao edital foram publicadas nesta quinta-feira (4), no site da Sedur: www.sedur.ba.gov.br.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes