Prefeitura do Rio de Janeiro quer assumir obras do Metrô

De acordo com o secretário dos transportes estudos estão avançados e modelo pode ser de PPP

ADAMO BAZANI

Com informações G1 Rio

O estado do Rio de Janeiro encontra-se numa situação financeira considerada precária.

Além de endividamentos e salários de servidores atrasados, diversas obras estão paradas.

O Metrô, por exemplo, não avança como o esperado.

A linha 4, que teve uma aceleração até as Olimpíadas, agora está em compasso de espera.

Mas a prefeitura pode assumir as obras de ampliação.

É o que disse nesta quarta-feira, 3 de maio de 2017, o secretário municipal de transportes e vice prefeito do Rio de Janeiro, Fernando MacDowell, numa audiência pública da Frente Parlamentar em Defesa da Ampliação e Conclusão das Obras da linha 4 do Metrô, que ocorreu na Câmara dos Vereadores.

MacDowell afirmou que os estudos para prefeitura assumir as obras do metrô estão avançados, inclusive para ter o apoio do Banco Mundial. O modelo considerado pelo secretário é de PPP – Parceira Público Privada.

“Os estudos estão bem avançados, porque você precisa do estudo, até para poder conversar com o Banco Mundial. Se você não fez estudo nenhum, o Banco Mundial começa a te fazer várias perguntas. São estudos de demanda, de engenharia de tráfego, do valor da tarifa, como vai fazer integração, se terá integração com outros municípios, se for o caso de descer pra Baixada. É preciso ter as respostas … O Banco Mundial esteve aqui, veio conversar comigo sobre essa possibilidade do metrô. Está todo mundo empolgado e nós podemos partir pra valer. O Banco Mundial está disposto a me ajudar, como me ajudou na Pro Lagos, na Via Lagos e em outros trabalhos que eu fiz. Estamos conversando e acertando”

Uma das metas de curto prazo é levar o Metrô de fato até o Recreio dos Bandeirantes com o auxílio da iniciativa privada

“Nós queremos ir até o Recreio [dos Bandeirantes], o prefeito já até comentou isso. Nós temos uma condição muito boa de tentar solucionar esse problema através da iniciativa privada. Hoje a gente podia estar com metrô, indo a vários lugares da cidade, com um custo muito mais barato sobre o ponto de vista de operação. Mas não estamos conseguindo ter isso”

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes