Greve geral deve parar metrô, ônibus e linhas de trem em 30 cidades da Grande São Paulo e Litoral na sexta, 28

greve de ônibus Ônibus metropolitanos do sistema da EMTU, municipais de diversos sistemas locais, trens e metrô devem ficar recolhidos

Maior parte dos sindicatos decidiu que paralisação será de 24 horas

ADAMO BAZANI

Os sindicatos que representam os trabalhadores que atuam no setor de transportes na Grande São Paulo e Litoral Paulista decidiram, em sua maioria, aderir à greve geral prevista para próxima sexta-feira, 28 de abril de 2017.

Se metroviários, ferroviários e motoristas e cobradores de ônibus seguirem de fato a recomendação dos sindicalistas, ao menos 13 milhões de passageiros em 30 cidades da Região Metropolitana e Litoral de São Paulo podem ficar sem transportes, a maior parte por 24 horas.

No caso do Metrô em São Paulo, devem ser paralisadas na sexta-feira as linhas estatais: 1 Azul (Jabaquara/Tucuruvi), 2 Verde (Vila Madalena/Vila Prudente), 3 Vermelha (Corinthians Itaquera / Palmeiras Barra Funda), 5 Lilás (Capão Redondo/Adolfo Pinheiro) e o monotrilho da linha 15-Prata (Vila Prudente/Oratório). Apenas a linha 4 Amarela (Butantã/Luz), que é privada, deve funcionar.

No caso da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, devem ser paralisadas as linhas 7-Rubi (Jundiaí – Francisco Morato – Luz), 10-Turquesa (Rio Grande da Serra – Santo André – Brás), 11 Coral (Luz – Mogi das Cruzes/Estudantes) e 12-Safira (Brás – Poá/Calmon Viana). Já o sindicato que representa os trabalhadores da linha 9-Esmeralda (Osasco – Grajaú) e 8-Diamante (Júlio Prestes – Itapevi ) vai realizar assembleia na terça-feira, dia 25, para definir se vai aderir ou não ao Dia Nacional de Paralisações.

O sindicato que representa os motoristas e cobradores de ônibus da capital paulista também decidiu aderir ao Dia de Paralisações na próxima sexta-feira. A exemplo do que ocorreu no último dia 15 de março, entretanto, os ônibus do subsistema estrutural (viações de linhas maiores) devem parar e os ônibus e micro-ônibus do subsistema local (ex-cooperativas) devem operar normalmente.

Os motoristas e cobradores de ônibus do ABC Paulista (Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra) também devem paralisar as atividades na próxima sexta-feira, 28 de abril, por 24 horas.

Também confirmaram adesão ao dia de paralisações, motoristas e cobradores de ônibus de  Guarulhos, Itaquaquecetuba, Arujá, Poá, Ferraz de Vasconcelos, Osasco, Embu das Artes, Embu-Guaçu, São Lourenço da Serra, Itapecerica da Serra, Juquitiba, Vargem Grande Paulista e Taboão da Serra.

Nestes casos, de acordo com os sindicatos, as paralisações serão por 24 horas e vão atingir tanto as linhas municipais como as intermunicipais gerenciadas pela EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos.

No litoral paulista, devem paralisar as atividades os motoristas e cobradores de ônibus em Santos, São Vicente, Guarujá, Bertioga, Itanhaém, Peruíbe, Mongaguá, Cubatão e Praia Grande.

No último dia 15 de março, as paralisações atingiram parcialmente pela manhã os ônibus na cidade de São Paulo, no ABC Paulista, regiões de Osasco e Guarulhos e, na capital paulista, os metroviários paralisaram as atividades, mas os trens da CPTM, na ocasião, funcionaram normalmente.

As centrais sindicais protestam contra a proposta de Reforma da Previdência, a Reforma Trabalhista e a terceirização.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes