HISTÓRIA: Uma visão da São Paulo de 1963

Foto colorizada do Vale do Anhangabaú revela uma cidade colorida, mas já com trânsito intenso, um velho conhecido dos paulistanos

ADAMO BAZANI

Existem imagens que são verdadeiras pérolas para quem viveu em determinadas épocas e para a nova geração, já que acabam sendo uma oportunidade de conhecer como eram as cidades nas décadas passadas.

O pesquisador da área de transportes Luiz J. Lahuerta, no grupo Ônibus & Raridades garimpou um verdadeiro tesouro. Trata-se de uma foto de São Paulo de 1963, que foi colorizada.

Nela é possível ver uma cidade bonita, sem pichações, limpa, mas já com trânsito bastante intenso.

No Vale do Anhangabaú, passavam diversos veículos de passeio, viaturas, ônibus e bondes. Quase não se via motos na cidade, nesta época.

Os carros retratados na imagem despertam a saudade de muitas pessoas, inclusive um carro de polícia típico com seu branco e preto.

Na pista central, fusca também era uma personagem que não poderia faltar.

No meio da foto, o tradicional bonde da CMTC numa época em que o transporte sobre trilhos e o de pneus conviviam pacificamente na mesma rua.

No retrato, o pesquisador consegue identificar alguns ônibus com destaque para a CMTC – Companhia Municipal de Transportes Coletivos, outro marco na história dos transportes e no desenvolvimento da gigante São Paulo. Aparecem outras empresas também, mas Lahuerta dá o ponta pé inicial identificando alguns veículos da empresa pública. As outras, quem souber ou lembrar pode dar uma força

“São Paulo em 1963 – Anhangabau. Há um Volvo Carbrasa à direita. Na esquerda, 1 ônibus “padrão” da CMTC (carroceria construída internamente) e, mais acima, 1 LP Caio da mesma CMTC.”

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

5 comentários em HISTÓRIA: Uma visão da São Paulo de 1963

  1. Amigos, boa noite.

    Gostaria de saber com e o processo decolorizacao de uma foto, muiiiiito legal.

    Nao pode esquecer do bonde e dos monoblocos 321 Super B, na minha opiniao o mrlhor design da MBB.

    Att,

    Paulo Gil

  2. Esta foto me parece que já era colorida na sua origem, devido a perfeição e originalidades das corres, pois a foto a cores já existia desde de que a primeira fotografia colorida permanente foi tirada em 1861 pelo físico James Clerk Maxwell.

    • Pedro, boa noite.

      Gostei muito da sua informacao sobre a primrira foto col8rida.

      Por isso digo que estamos ” involuindo”

      Abcs,

      Paulo Gil

  3. Quanto a frota da CMTC posso dar uma contribuição, já que sou aficionado pela empresa.
    O mercedinho próximo ao bonde fazia parte do segundo lote da marca montado no Brasil, modelo LP-321 e encarroçado pela Caio, com indentificação a partir do numero 200 em diante chegando ao 379 incluindo outras carroçerias como Grassi e Nicola (esta ultima com aproximadamente 15 carrocerias.) operavam na Garagem do Jabaquara.
    O modelo a esquerda foi um dos primeiros Alfa Romeu montado no Brasil pela FNM e encarroçado pela CMTC com estrutura de madeira, e fazia a linha 63 Vila Beatriz (região entre Pompeia/Sumaré e Pinheiros).
    Operavam na garagem garagem da Vila Pompeia.
    O monobloco 0-321 e o LP-321 Grassi a sua frente pertenciam a Viação São Luis que operavam na região de Santo Amaro.
    Ao fundo vemos a Praça das Bandeiras original, hoje ocupado pelo Terminal de onibus.

  4. Rodinei Campos da Silveira // 17 de maio de 2017 às 17:18 // Responder

    Eu vi o lendário bonde “Camarão” da CMTC cruzando a Av. 23 de Maio (quando não era aquela freeway que é hoje).
    E, ao fundo, na Pça. das Bandeiras, podemos ver uma enorme concentração de out-doors e luminosos; incluindo, entre outros: açúcar União, velas NGK e gravatas Duplex.

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