Já são 100 mil estudantes que contam com gratuidade ou descontos nos ônibus do sistema EMTU

A maioria possui isenção total de pagamento de tarifa

ADAMO BAZANI

Enquanto a Prefeitura de São Paulo estuda rever gratuidades para diminuir os impactos nos custos do sistema de transportes, o número de estudantes com benefício aumenta não apenas nos ônibus municipais gerenciados pela SPTrans, mas também nas linhas metropolitanas, de responsabilidade da EMTU -Empresa metropolitana de Transportes Urbanos, do Governo do Estado de São Paulo.

A gerenciadora afirma que na semana passada o total de estudantes com o benefício superou a marca de 100 mil pessoas, levando em conta quem tem desconto de meia tarifa ou isenção plena.

Os dados incluem as cinco regiões metropolitanas do Estado: Grande São Paulo, Campinas, Sorocaba, Baixada Santista e Vale do Paraíba/Litoral Norte.

A maioria dos estudantes cadastrados não paga a tarifa:

Até o dia 31 de março deste ano foram emitidas 38 mil Carteiras de Passe Escolar/Meia Tarifa contra 36.900 emitidas em todo o ano de 2016 (crescimento de 2,69%). Na modalidade Passe Livre,  62 mil estudantes contam com a gratuidade até o momento, contra 51 mil registrados em 2016, um aumento de 18% na liberação do benefício.

Apesar de os benefícios terem uma importância social e serem usados até mesmo com viés político e de marketing por algumas administrações, as gratuidades representam um custo para o sistema.

Na capital paulista, parte desses custos é coberta por meio de subsídios, que neste ano, contando com o congelamento da tarifa pelo prefeito João Doria deve ultrapassar R$ 3 bilhões

No sistema metropolitano, há complementações para as gratuidades destinadas aos idosos entre 60 anos e 64 anos. Acima desta idade, a gratuidade não é subsidiada.

Ocorre que quando não há subsídios, os custos destes transportes gratuitos são inseridos no valor da passagem, o que deixa as tarifas mais altas para os usuários pagantes.

A estimativa é que, em média, os benefício representam um impacto de cerca de 25% nos valores das tarifas. Assim, por exemplo, uma passagem de R$ 3,80 poderia ser em torno de 92 centavos mais barata, caso não houvesse gratuidades ou então outras fontes de recursos para bancá-las.

Várias alternativas estão em discussão no Congresso Nacional, como a criação de uma Cide Municipal, imposto sobre combustíveis destinados para baratear as tarifas de ônibus, trens e metrô, e fundos públicos para manter o equilíbrio econômico-financeiro dos sistemas de transportes.

Quem tem direito às gratuidades nos ônibus do sistema EMTU:

Quem tem direito ao Passe Livre estudantil

Estudantes dos ensinos fundamental e médio regularmente matriculados nas instituições de ensino públicas

Estudantes de cursos profissionalizantes de nível técnico da rede pública estadual

Estudantes de curso de ensino superior  e pós-graduação da rede pública e privada, que comprovem renda familiar per capita até 1,5 salário mínimo.

Estudantes do Centro Paula Souza e Etecs.
Estudantes das Fatecs, que comprovem renda familiar per capita até 1,5 salário mínimo

Bolsistas do  Prouni (Programa Universidade para Todos).

Financiados pelo Fies (Fundo de Financiamento Estudantil).

Integrantes do Programa Bolsa Universidade (Programa Escola da Família).

Atendidos por programas governamentais de cotas sociais.

 

Quem tem direito ao Passe Escolar/Meia Tarifa

Estudantes do Ensino Fundamental
Estudantes do Ensino fundamental Supletivo
Estudantes do Ensino Médio
Estudantes do Ensino Médio Supletivo
Estudantes de cursos profissionalizantes de nível técnico da rede pública estadual

Estudantes do Centro Paula Souza e Etecs.

Estudantes de cursos superiores

Estudante de pós-graduação

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

1 comentário em Já são 100 mil estudantes que contam com gratuidade ou descontos nos ônibus do sistema EMTU

  1. Amigos, boa noite.

    Falando em EMTOSA, domingo passei no corredor da EMTOSA em Guarulhos, não sei o nome mas acho que é Goupouva, pois é o nome da avenida.

    Na ida passei 6 estações e vi uns 4 ou 5 passageiros nos pontos e NENHUM BUZÃO.

    Na volta passei nas mesmas 6 estações e vi uns 10 ou 15 passageiros nos pontos e UM BUZÃO.

    As estações são separadas, uma na ida e outra na volta, e se o passageiro precisar voltar tem até de atravessar para ir para a outra estação.

    Nestas condições eu pergunto:

    Este Corredor é viável economicamente e operacionalmente ??

    MIstéeeeeeeerio…

    Att,

    Paulo Gil

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