Documento inicial foi criticado por entidades por não traçar números objetivos do que a prefeitura deve realizar
ADAMO BAZANI
No Plano de Metas de governo da cidade de São Paulo até 2020, não há, por exemplo, a quantidade de corredores de ônibus que a prefeitura espera fazer, um cronograma para implantação de ônibus menos poluentes ou o total de ciclovias que podem ser implantadas.
Diversas entidades, como as ONGs reunidas no movimento “Cidades dos Sonhos”, criticaram a falta de indicadores objetivos para temas importantes da capital paulista, como a mobilidade urbana.
Mas segundo o prefeito João Doria, para a população isso não importa. Pelo menos é o que disse entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira, 10 de abril de 2017, após apresentação de 100 dias do seu governo e 60 ações para a cidade.
“Não adianta estar no plano de metas e no final não cumprir. A população não está com essa preocupação de plano de metas, está com a preocupação que a meta seja cumprida”
Ainda na área de mobilidade, por exemplo, o plano fala sobre a licitação dos transportes por ônibus, mas não traz nenhuma especificação nova, o que deve ocorrer somente após a publicação do edital.
O documento inicial diz que o objetivo da administração é aumentar em ao menos 7% o total de pessoas que utilizam transporte coletivo e em 10% os deslocamentos ativos, ou seja, a pé ou por bicicleta. No entanto, não especifica como vai fazer isso.
COBRADORES:
O prefeito de São Paulo, ainda na coletiva, confirmou que dentro de alguns anos a cidade de São Paulo não terá mais cobradores de ônibus. Doria confirmou a informação de que hoje 94% dos passageiros já pagam com bilhete único, no entanto, garantiu que os atuais trabalhadores não serão demitidos
“Zero desemprego. Esse é o compromisso. Tenho certeza que as concessionárias vão cumprir. Não serão doidas de descumprir um programa como esse. O principal cliente que elas têm é a Prefeitura de São Paulo”
AÇÕES
Entre a 60 ações apontadas pelo prefeito na apresentação estão os museus de artes de rua , o jardim suspenso na Avenida 23 de Maio, regularização fundiária, a economia com cortes de contratos e cargos de confiança, e o programa “Asfalto Novo” para a qualificação das vias e melhoria da qualidade dos reparos das ruas e avenidas, que começa a partir do dia 02 de maio
Veja:
https://www.facebook.com/jdoriajr/videos/1405999346123539/
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
