OPINIÃO: Prefeitura de São Paulo não apresentou uma solução para quem só pode pagar tarifa de ônibus em dinheiro

Ônibus têm um aviso no vidro dianteiro esquerdo

Testes de ônibus sem cobrador apresentaram lacunas

 Por José E. Sales

Neste final de semana, a SPTrans começou a testar o serviço de ônibus sem a presença do cobrador no veículo. O que diferencia este serviço em teste do que ocorre em linhas do sistema local é que nestes veículos não existe recebimento físico de tarifa pelo motorista. O usuário deve ter o Bilhete Único poder seguir viagem. Sem o bilhete, o usuário não poderá embarcar. Dentro do coletivo, o posto do cobrador foi retirado. Só há a catraca e os validadores – de pagamento de passagem e o de recarga. Ao lado da catraca, um banco a mais para o passageiro.

Os testes estão ocorrendo em cinco ônibus da linha 576C/10 Metrô Jabaquara – Terminal Santo Amaro, operada pela Mobibrasil. A SPTrans informou que os ônibus em teste estariam intercalados com veículos com cobrador. Logo, o passageiro que fosse pagar em dinheiro teria de esperar o ônibus seguinte para fazer a sua viagem. No entanto, na manhã deste domingo, três ônibus com o serviço em teste estavam operando em sequência.

Na viagem que fizemos em um dos veículos sem cobrador, presenciamos duas passageiras que pagariam em dinheiro: uma no ponto inicial, que sequer embarcou; e outra durante o trajeto, que desembarcou sem pagar.

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Local onde ficava cobrador foi isolado

Em entrevista à Rádio CBN, na manhã desta segunda, o Secretário Municipal de Mobilidade e Transportes Sérgio Avelleda disse que apenas 2% dos usuários da 576C/10 pagam passagem em dinheiro, número abaixo dos 6% de toda a capital. Com base nestes números, o teste mostra-se perfeitamente válido. Nós mesmos, como usuários, presenciamos a ociosidade dos cobradores durante o dia.

No entanto, é necessário que a SPTrans dê condições aos 6% de ter um acesso a postos de aquisição e recarga de bilhetes ou mesmo à compra avulsa de passagens em qualquer região da cidade. Já se sabia de antemão que o grande impasse para a retirada dos cobradores é justamente o usuário eventual e o pagante em dinheiro. Logo, o teste já deveria vir com uma solução para estes 6% – que passa longe de deixa-los mais tempo no ponto de ônibus.

José E. Sales, Técnico em Transportes

3 comentários em OPINIÃO: Prefeitura de São Paulo não apresentou uma solução para quem só pode pagar tarifa de ônibus em dinheiro

  1. É simples faça uma votação na cidade e pergunte para os usuários o que eles acham, se a maioria concordar que se retirem os cobradores, o coletivo deve falar mais que a minoria.
    Em Curitiba um vereador desejava colocar táxis nos corredores do BRT, foi feita uma enquete com a população e a maioria esmagadora foi contra e o projeto não foi adiante.

  2. Amigos, boa noite.

    Nao ha meia gravidez.

    Orlhao e outro exemplo similar, acabou, nem adianta ter cartao no bolso.

    O BU e a mesma coisa nao da para agradar a gregos e troianos nunca.

    Usem o sistema que usa no corredor ABD e pronto, ja funciona ha mais de uma decada.

    Ou facam a recarga do BU, igual celular, carrega em qualquer terminal bancario ou supermercado e no mesmo instante, sem “pit”.

    Nao atrapalhem a evolucao da Terra.

    E tem mais uma dica importante aos cobradores, basta conferir no Google.

    NO BRASIL HA FALTA DE MOTORISTA, contratam ate profissionais latino americanos.

    Aproveotem a oportunidade, se capacitem e passem a ganhar mais.

    Antes que alguem reclame, toda regra tem sua excecao, quem nao quiser, nao puder, tiver qualquer tipo de problema e minoria e estes poderao ser facilmente reaproveitados.

    Penso que o Sindicato tem de lutar para que o piloto tenha uma cabine blindada, anti chama e uma porta do seu lado esquerdo so sua, isso sim.

    O resto e irreversivel.

    Att,

    Paulo Gil

  3. Acho que dinheiro e o minimo, soluções tem sim ,basta ser criativo.

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