Termina greve de ônibus em Curitiba e região metropolitana

Empresas de ônibus e trabalhadores entraram em acordo e serviços serão normalizados

ADAMO BAZANI

O Sindimoc – Sindicato dos Motoristas e Cobradores de ônibus de Curitiba e Região Metropolitana e o Setransp, sindicato que representa as empresas de transporte de passageiros, informaram na tarde desta quarta-feira, 22 de março de 2017, que terminou a greve de motoristas e cobradores de ônibus na capital e nos municípios ao redor.

Com isso, os serviços de transportes serão normalizados.

As empresas de ônibus vão pagar 6% de reajuste salarial; abono de R$ 400; 15% de aumento no vale-alimentação que passa de R$ 500 para R$ 575; manutenção do anuênio; manutenção dos postos de trabalho dos cobradores e não desconto dos dias parados.

Foi a maior greve da história dos transportes de Curitiba e região desde 1994. Na época, que marcou o início do Plano Real, os trabalhadores também ficaram oito dias parados.

A greve deste ano começou em 15 de março de 2017, no dia nacional de protestos contra reforma da Previdência e os motoristas e cobradores decidiram manter a paralisação pelas questões salariais.

Os trabalhadores inicialmente queriam 15% de aumento salarial e depois reduziram para 10%. A categoria pleiteava reajuste de R$ 75 no vale-alimentação.

Já os empresários, começaram com 3,81%, o que corresponde a 70% apenas da inflação acumulada nos últimos doze meses contados do reajuste de 2016, e depois de 5,43%, o total do INPC – Índice Nacional de Preços ao Consumidor.

Em nota, o Setransp informou que o reajuste maior no Vale-Alimentação será incluído na tarifa de remuneração das empresas de transporte:

Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp) esclarece:

 

1 – A Urbanização de Curitiba (Urbs) e a Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec) informaram que vão incluir na tarifa de remuneração das operadoras o porcentual de 15% (até então era oferecido 6%) referente ao reajuste do vale alimentação dos trabalhadores do sistema de transporte, de R$ 500 atualmente para R$ 575, conforme sugestão da desembargadora Marlene Suguimatsu, vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

 

2 – O atendimento desse item vem ao encontro do pedido do Sindimoc, o sindicato que representa os trabalhadores;

 

3 – A negociação ficou assim definida em suas principais cláusulas: 6% de reajuste salarial, retroativo à data-base da categoria (1º de fevereiro), 15% de reajuste no vale alimentação, R$ 400 de abono e compensação das horas não trabalhadas durante a greve;

As empresas de ônibus alegam prejuízos por causa de erros de projeção de demanda por parte da Urbs.

Segundo as companhias de ônibus, a gerenciadora do sistema municipal havia projetado uma média mensal de 17, 6 milhões passageiros entre março de 2016 e fevereiro de 2017. Mas na prática, foram transportados 16,5 milhões por mês, em média, déficit de 1,1 milhão no número de passageiros no período. Essa diferença resultou em prejuízo de R$ 50 milhões às viações.

O Setransp ainda afirma que contratou um estudo da consultoria Ernest & Young , que mostra que desde início do contrato de concessão, assinado em 2010, os prejuízos por causa dos dimensionamentos incompatíveis de demanda entre o que as viações alegam ter registrado nas catracas e as projeções da Urbs, provocou um prejuízo de R$ 1,3 bilhão.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

1 comentário em Termina greve de ônibus em Curitiba e região metropolitana

  1. Parabéns motoristas e cobradores. sindicato obriga vocês a fazerem grave, e depois aceitam acordo por mixaria. Cadê os 15 % de reajuste ? a maior greve de motoristas produziu isso de resultado? Será que foi o mesmo resultado pros sindicalistas??

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