Proposta de reajuste pelas empresas foi de 6%. Trabalhadores inicialmente queriam 15%
ADAMO BAZANI
Continua a greve de motoristas e cobradores de ônibus de Curitiba e região metropolitana.
A justiça determinou aumento de frota mínima de 50% para 80% nos horários de pico e de 40% para 60% nas demais horas.
A categoria cruzou os braços no dia 15 de março de 2017, na última quarta-feira, quando aderiu ao dia nacional de paralisações contra a reforma da Previdência.
No entanto, os trabalhadores continuaram paralisados por questões salariais e também dos reajustes dos benefícios.
Na tarde desta terça-feira, 21 de março de 2017, em nova reunião de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho, que teve a participação do Sindimoc, sindicato dos motoristas e cobradores de ônibus; do Setransp, sindicato das empresas de ônibus, da Comec, que gerencia os ônibus da região metropolitana; e da URBS, que gerencia os transportes na capital paranaense, foi apresentada a proposta de 6% de reajuste salarial.
Inicialmente a categoria queria 15% de aumento, mas depois reduziu para 10%. Já os empresários, começaram com 3,81%, o que corresponde a 70% apenas da inflação acumulada nos últimos doze meses contados do reajuste de 2016, e depois de 5,43%, o total do INPC – Índice Nacional de Preços ao Consumidor.
A proposta de 6% não foi aceita pela categoria de trabalhadores, nem a oferta de reajuste de R$ 30 no vale-alimentação. Os trabalhadores queriam aumento de R$ 75.
A desembargadora Marlene T. Fuverki Suguimatsu, vice-presidente do TRT do Paraná, diante do impasse declarou o fim da negociação e encaminhou o caso para dissídio coletivo.
A multa de R$ 100 mil por hora ao Sindimoc e ao Setransp pelo não cumprimento de frota mínima.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
