Comportamento dos motoristas de ônibus em São Paulo é o principal motivo de reclamações, diz SPTrans

46% das reclamações no ano passado foram relacionadas à conduta dos motoristas

ADAMO BAZANI

Nem atraso, nem falta de conservação dos ônibus e nem superlotação: o maior problema da capital paulista em relação aos serviços é a conduta dos motoristas, de acordo com a SPTrans – São Paulo Transporte, gerenciadora do sistema.

Dados da empresa gerenciadora mostram que das 48.271 reclamações registradas em 2016, 46% ou pouco mais de 22 mil, foram relacionadas a como os motoristas tratam os passageiros ou então como dirigem. Os dados foram trazidos pelo Metro Jornal.

Em 2015, esse número foi até maior: 50% das 48.393 reclamações recebidas.

Os condutores de ônibus são expostos a condições estressantes e trabalho.

Alguns ônibus são antigos e de motor dianteiro, com alto índice de ruído e calor bem ao lado do seu posto de trabalho. O trânsito, o medo da violência e a postura de alguns passageiros, além, claro do dirigir e cobrar ao mesmo tempo em várias linhas, também influenciam no comportamento de alguns motoristas.

No entanto, passageiros também são submetidos a condições estressantes: pontos mal iluminados, exposição à chuva e sol por causa de falta de abrigos, demora entre um coletivo e outro e superlotação.

Nesse vai e vem de estresse, os dois lados precisam ser compreender melhor.

Na parte profissional, as empresas de ônibus sempre alegaram que mantém programas de treinamento e qualificação, no entanto, pelos números da SPTrans ainda parece que as ações têm sido insuficientes.

RECLAMAÇÕES:

2015 –

Total: 48.393

Os maiores motivos –

Comportamento dos Motoristas: 50%

Intervalos entre os ônibus: 17%

Não cumprimento de partidas: 06%

2016 –

Total: 48.271

Os maiores motivos –

Comportamento dos Motoristas: 46%

Intervalos entre os ônibus: 22%

Não cumprimento de partidas: 07%

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes