Ícone do site Diário do Transporte

Alckmin diz que problemas de manutenção da CPTM são “agulha no palheiro”

Descarrilamento em trem da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) na estação Itaim Paulista interditou a Linha 12-Safira no dia 23 de fevereiro. Foto: Marcos Bezerra/Futura Press/Estadão Conteúdo

Segundo governador, apenas 3,5% da malha estão com problemas de manutenção

ADAMO BAZANI

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse nesta sexta-feira, 17 de março de 2017, em coletiva, que os problemas de manutenção nos trilhos da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, relacionados à manutenção, são “agulha no palheiro” e que representam apenas 3,5% da malha.

“Você tem 3,5% da ferrovia com problema, com manutenção, que é periódica, permanente. Mas não enxerga que a CPTM transporta três milhões de passageiros por dia. E o Metrô, cinco milhões de passageiro/dia. Se ficar procurando agulha em palheiro, você vai sempre achar para criticar”,

Alckmin comentou a série de reportagens que a TV Globo, no SPTV e no Bom Dia São Paulo, exibiu mostrando que os maquinistas são obrigados a reduzir a velocidade em 49 trechos da rede por causa de problemas nos trilhos.

Técnicos da CPTM disseram que o trecho entre Campo Limpo Paulista e Várzea Paulista, na linha 7-Rubi, está desnivelado desde 2001. O limite de velocidade dos tens no segmento caiu de 90 km/h para 20 quilômetros km/h: 16 anos depois, segundo os maquinistas, o problema não foi resolvido e não tem data para solução.

A linha 12-Safira, no entanto, é a campeã de lentidão: em 18 km de trilhos, os trens operam mais devagar – o trecho corresponde a 24% da linha. Entre as estações Tatuapé e USP Leste, por exemplo, a travessia do Córrego Tiquatira está com problemas provocando desnivelamento das vias na curva, desde março de 2015 sem estimativas de solução.

Há problemas também na linha 10-Turquesa, principalmente, no trecho entre São Caetano do Sul e Santo André, onde a velocidade deveria ser de até 90 km/h, mas os trens não passam de 40 km/h e, entre Santo André e Capuava, onde o limite é de 90 km/h, só que na prática, as composições circulam em média a 20 km/h.

Alckmin falou que focar nos problemas do transporte investe ressaltar sua importância população “é um desestímulo a quem está trabalhando, ao ferroviário que está se dedicando”.

O governador terminou às críticas a série de reportagens dizendo que São Paulo é um “exemplo” para o país em investimento metroferroviário.

“É um exemplo. Questões pontuais permanentemente nós estamos avançando”

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Sair da versão mobile