Metrô quer que Justiça do Trabalho aplique rapidamente multa contra sindicato

Na tarde de hoje, o prefeito de São Paulo João Doria disse também que a prefeitura pede na justiça cobrança de multas a sindicato de motoristas e cobradores

ADAMO BAZANI

O Metrô de São Paulo divulgou no início da noite desta quarta-feira, 15 de março de 2017, que pediu à justiça do trabalho que seja aplicada a multa de R$ 100 mil ao Sindicato dos Metroviários por não observar a determinação de manter efetivo de 100% nos horários de pico das 6h às 9h e das 16h às 19h  de 70% nos demais horários .

A empresa também disse que pode haver desconto do dia não trabalhado.

O Metrô pediu à Justiça do Trabalho a aplicação de multa contra o Sindicato dos Metroviários, que descumpriu determinação de manutenção de efetivo de 100% nos horários de pico (das 6h às 9h e das 16h às 19h) e de 70% nos demais horários no sistema metroviário nesta quarta-feira. A multa é de R$100.000,00 (cem mil reais).

 A Companhia esclarece que a ausência/abandono do posto de trabalho por parte dos funcionários implicará em desconto do dia não trabalhado e do DSR (Descanso Semanal Remunerado). 

 A empresa reconhece o grande esforço empenhado por uma parte dos seus colaboradores que garantiu a oferta do transporte metroviário para a população nesta quarta-feira, 15.

Os metroviários aderiram ao dia nacional de paralisações.

Não houve operações nos primeiros horários, mas às 6h25, o  Metrô começou abrir algumas estações, com funcionários da supervisão e do treinamento operando os trens.

No início desta noite , funcionam as seguintes estações:

Linha 1-Azul: entre as estações Saúde e Luz – integração com as linhas 2-Verde em Ana Rosa e Paraíso, 3-Vermelha em Sé, e 4-Amarela;

Linha 2-Verde: entre as estações Alto do Ipiranga e Vila Madalena – integração com as linhas 1-Azul em Ana Rosa e Paraíso, e 4-Amarela em Consolação;

Linha 3-Vermelha: entre as estações Marechal Deodoro e Tatuapé – integração com as linhas 1-Azul em Sé, 4-Amarela em República;

Linha 5-Lilás: em toda extensão entre Capão Redondo e Adolfo Pinheiro.

Linha 15-Prata (monotrilho): continua paralisada

Linha 4-Amarela: normal

CPTM – normal. As transferências para o Metrô nas estações Brás, Tatuapé, Luz e Santo Amaro estão abertas e as demais estão fechadas.

PAESE:

Mais ônibus da Operação Paese estão circulando no final da tarde desta quarta-feira, 15 de março 2017, na zona norte de São Paulo. São 19 veículos da empresa Sambaíba que partem da estação Tucuruvi do Metrô até a Praça do Correio, no centro, de acordo com a SPTrans.

Desde a manhã, outros 20 ônibus da Sambaíba operam o trajeto entre a Estação Santana do Metrô e a Praça do Correio.

No sentido contrário, há ônibus do Paese cumprindo o trajeto entre as estações Jabaquara e Sé da Linha 1 (Azul), desde às 9h. São 25 ônibus, sendo 10 da empresa Cidade Dutra, 10 da MobiBrasil e outros cinco da Viação Tupi.

 

Já na Linha 3 (Vermelha) do Metrô, o Paese está sendo executado desde às 10h20 e permanecerá ativo enquanto for necessário, operando entre as estações Barra Funda e República. A Viação Santa Brígida atende este trecho com 10 veículos.

 

A SPTrans adotou todas as medidas possíveis para diminuir o transtorno aos usuários nesta quarta-feira. Pela manhã, durante a paralisação promovida pelo Sindicato dos Motoristas, um plano de contingenciamento colocou nas ruas 240 veículos do subsistema local para cobrir o trajeto das Linhas 1 e 3 do Metrô até pontos mais próximos do Centro da cidade.

 

Após o retorno dos ônibus à operação normal, a SPTrans determinou frota operacional total nas ruas, mesmo fora do chamado horário de pico, ou seja, mesmo entre 10h e 17h.

 

Equipes da SPTrans permanecem monitorando o sistema em tempo real para assegurar a volta dos paulistanos para casa.

Os motoristas e cobradores de ônibus do subsistema estrutural da capital paulista também aderiram ao dia nacional de manifestações. Os veículos ficaram as garagens até por volta das 8h, quando foram liberados gradativamente.

MULTA A SINDICATO DOS MOTORISTAS E COBRADORES:

Os motoristas e cobradores de ônibus também cruzaram os braços a categoria ficou parada até por volta das 8h da manhã no caso do subsistema estrutural os ônibus do subsistema local das vezes cooperativas operaram normalmente.

O prefeito de São Paulo, João Doria, afirmou na tarde desta quarta-feira, 15 de março de 2017, que o departamento jurídico da prefeitura vai pedir cobrança imediata das multas estipuladas pela Justiça ao Sindmotoristas, sindicato dos motoristas e cobradores de ônibus, caso a categoria aderisse à paralisação de hoje, como ocorreu.

Uma decisão da 13ª Vara da Fazenda Pública determinou multa de R$ 5 milhões por hora ao Sindmotoristas, caso 70% da frota de ônibus não circulassem pela cidade, sendo que 85% em linhas que atendem a hospitais e escolas.

Já outra decisão do Tribunal Regional do Trabalho, favorável à SPTrans, determinou multa de R$ 300 mil caso 100% da frota não estivessem em operação.

“A Prefeitura vai pedir a cobrança da multa do sindicato que fez o que não deveria fazer. O sindicato não pode estimular uma greve, sobretudo quando há uma decisão judicial. Decisão judicial é feita para ser respeitada … Já orientei o secretário para que faça. Já foi feito inclusive, é R$ 5 milhões. Isso foi estabelecido pela Justiça. E a Justiça, repito, sentença é para ser cumprida” – disse Doria.

A assessoria da presidência do Sindmotoristas informou por telefone ao Diário do Transporte que o departamento jurídico da entidade está ciente das declarações do prefeito e que sobre as multas, toma as medidas cabíveis.

CPTM TAMBÉM REFORÇA OPERAÇÕES:

Também em nota, a CPTM infirma que reforça as operações para atender parte da demanda do Metrô:

A CPTM implantou uma grande operação para atender os usuários nesta quarta-feira (15/03), em razão da paralisação parcial do Metrô e dos ônibus municipais. Para dar conta da demanda, o número de viagens em todas as linhas aumentou em 20%, estendendo o horário de pico.  A Companhia continua monitorando todas as linhas e está pronta para adotar novas ações caso seja necessário. 

Devido às estratégias adotadas pela CPTM, os passageiros  estão sendo atendidos sem registro de qualquer incidente:

– O contingente de segurança e empregados nas estações foi reforçado.

– A comunicação com os usuários foi intensificada com fixação de cartazes de orientação nas entradas das estações e emissão de avisos sonoros.

– A operação de horário de pico iniciada às 5h foi estendida até a redução da demanda, por volta das 11h. A exceção foi no serviço Expresso Leste, operado na Linha 11-Coral, que continua com movimento elevado e por isso trens extras continuam circulando entre Luz e Guaianases.

– A circulação da Linha 7-Rubi foi estendida até a Estação Brás, com trens extras.

– Em razão da necessidade do controle de fluxo e segurança dos usuários nas plataformas, a Estação Corinthians-Itaquera da CPTM foi aberta às 7h15.

– Nas estações Luz e Santo Amaro as transferências para o Metrô foram abertas às 8h.

– Na Estação Brás as transferências para o Metrô foram abertas às 10h.

– Na Estação Tatuapé as transferências para o Metrô foram abertas às 17h30.

Até a divulgação dessa nota, permanecem fechadas as transferências para o Metrô nas estações Palmeiras-Barra Funda, Corinthians-Itaquera e Tamanduateí. Entretanto, todas essas estações da CPTM estão abertas para embarque e desembarque, com monitoramento permanente da demanda.

Caso a paralisação do Metrô seja mantida no horário de pico da tarde, a CPTM também aumentará o número de viagens em todas as linhas, estendendo o rush da noite até a redução da demanda.

A orientação para os usuários que precisam mudar seu trajeto em função da paralisação dos outros meios de transporte é consultar o sitewww.cptm.sp.gov.br e também as redes sociais da Companhia (Twitter e Facebook) para planejar da melhor forma possível seus deslocamentos nesta quarta-feira atípica.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes