Metrô perde quase 60% de investimentos em manutenção e operação nos últimos dois anos

Levantamento foi baseado em informações orçamentárias da própria empresa

ADAMO BAZANI

Enquanto passageiros encontram dificuldades para se movimentar na capital e na grande São Paulo e enfrentam diariamente os mais variados problemas nas linhas do metrô, como panes, os investimentos para manutenção de linhas, trens e estações e para modernização caíram quase 60% entre 2014 e 2016.

O levantamento foi publicado pelo jornal Folha de São Paulo e teve base nas informações orçamentárias do próprio metrô.

No ano de 2014, foram investidos R$ 409 milhões na recapacitação e modernização de 4 linhas públicas da empresa (1 – Azul, 2 – Verde , 3 – Vermelhas, 5 –lilás. A linha 4 – Amarela é privada.

Em 2015, os investimentos caíram para R$ 206 milhões e, em 2016, não passaram de R$ 168 milhões.

Assim, entre 2014 e 2016, os investimentos em modernização tiveram queda de 59%.

Já os recursos para operação caíram entre 2014 e 2016, 57%.

Em 2014, foram investidos R$ 110 milhões, em 2015, R$ 56 milhões e, em 2016, R$ 47 milhões. A linha 5 – Lilás teve a maior queda de investimentos, que passaram de R$ 6 milhões em 2014 para R$ 844 mil em 2016, baixa de 86%.

INVESTIMENTOS POR LINHAS

Modernização:

Linha 1- Azul:  R$ 136 milhões -2014 / R$ 110 milhões – 2015 / R$ 94 milhões – 2016

Linha 2- Verde: R$ 41 milhões – 2014 / R$ 18 milhões – 2015 / R$ 9 milhões -2016

Linha 3 – Vermelha: R$ 227 milhões – 2014 / R$ 77 milhões – 2015 / R$ 64 milhões – 2016

Linha 5 – Lilás: R$ 6 milhões – 2014 / R$ 1,3 milhão – 2015 / R$ 844 mil – 2016

O Metrô, como resposta, disse que a reportagem partiu de um “pressuposto equivocado”.

Segundo a companhia, “com a melhoria do sistema e aquisição implantação de novos equipamentos, a necessidade de investimentos nas áreas é cada vez menor. Não faz sentido achar que a cada ano o investimento deverá ser maior sem entender o cronograma de implantações e de investimentos”. A empresa ainda afirmou que os gastos com operação e recapacitação a modernização das linhas incluem “investimentos como aquisição de novos trens e modernização, sendo que maior parte desse planejamento já foi cumprido”.

O metrô ainda afirma que respeitar dotação orçamentária do Estado e que segue um planejamento anual.

A situação financeira neste ano deve ser pior ainda, isso porque além da crise econômica e a consequente redução nos valores de investimentos previstos no Orçamento do Estado, por decisão política, para acompanhar seu afilhado político o prefeito João Doria, que congelou as tarifas dos ônibus municipais em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin também decidiu congelar as tarifas unitárias do metrô e da CPTM. Os aumentos ds tarifas integradas com os ônibus e dos bilhetes temporais que subiram duas vezes mais que inflação estão barrados pela justiça.

Apesar de estatal, o Metrô se mantém com a receita tarifária, diferentemente da CPTM que precisa de subsídios de mais de R$ 1 bilhão por ano. Assim, se cai a arrecadação com a tarifa no Metrô, caem também os recursos previstos para serem aplicados nas linhas

 Adamo Bazani, jornalista especializada em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Pedro disse:

    Como diz o ditado a economia e a mãe da porcaria.

  2. Antonio Idevano dos Santos disse:

    Ai acontecem os desastres e nos dão estas deculpas esfarrapadas que o cachorro invadiu a linha (agora é moda) na verdade os cachorros estão no palácio dirigindo o metrô de são paulo e dando estas justificativas, como aqulela de janeiro de 2013 na cptm, daquela vez atribuiram a culpa a , pasmem, um cabo de vassoura :

    Cabo de vassoura bate em trem e para linha da CPTM
    às sábado, janeiro 05, 2013

    Para governador, pane entre Grajaú e Osasco foi sabotagem ou vandalismo

    Circulação de trens foi suspensa por seis horas ontem pela manhã e prejudicou cerca de 80 mil passageiros
    Uma pane na linha 9-esmeralda da CPTM comprometeu a circulação dos trens por seis horas, na manhã de ontem, e prejudicou os cerca de 80 mil passageiros pela manhã.

    O intervalo entre os trens da linha, que liga o Grajaú (zona sul) a Osasco (Grande SP), chegou a 30 minutos. O governo do Estado diz que o problema foi causado por sabotagem ou vandalismo.

    O governador Geraldo Alckmin (PSDB) mostrou fotos de pedaços de cabos vassoura sobre os trilhos. Eles teriam sido jogados da ponte do Morumbi sobre os fios da linha.

    Os pedaços ficaram presos ao pantógrafo de um vagão (engate que transfere a energia dos fios para o trem). “[O problema] Não foi ocasionado por falha do trem, nem do sistema, nem da rede elétrica. Isso foi sabotagem ou vandalismo”, disse Alckmin.

    Esta foi a primeira pane do ano na CPTM. Como os trens demoravam para passar, os vagões chegavam lotados e muitos passageiros não conseguiam embarcar. A CPTM não acionou os ônibus do Paese (plano de emergência).

    O problema começou às 4h20 e foi resolvido por volta das 9h30. Mas às 10h30, os trens da CPTM ainda demoravam para passar.

    Por conta do problema, os trens precisaram circular por via única e de forma alternada entre as estações Morumbi e Granja Julieta.

    TRANSTORNOS

    Por volta das 9h20, o analista de sistema Massimo Spalla, 28, já estava uma hora atrasado. “Não consegui embarcar na estação Socorro. O trens passavam muito lotados”, afirmou. Ele desce na estação Vila Olímpia. Ontem, ele precisou voltar quatro estações e foi até a estação Grajaú, onde conseguiu seguir até seu destino.

    O engenheiro Geraldo Zadin, 34, fez o mesmo. “Precisava estar no trabalho às 7h20. Perdi a manhã”, disse.
    Em conversa com a central de operações, o maquinista disse que estava a 70 km/h quando bateu em um objeto que estava nos fios. “Pegou bem de frente mesmo. Deu uma explosão”, disse.

    Éverson Craveiro, porta-voz do sindicato que representa os funcionários da linha 9, se disse “perplexo” com a afirmação do governador.

    No ano passado, o governo já havia suspeitado de sabotagens. Em abril, uma calça jeans ficou enroscada no alimentador de energia de um trem na linha 11-coral e causou lentidão na linha.

  3. Evaristo disse:

    Está explicado o descarrilhamento do trem do Metrô na linha 3 – Vermelha ocorrido nessa semana. E olhe que o trem foi o K 15, um daqueles reformados pelo que se convencionou de trensalação, custando 80% do preço de um novo. O Santo não toma jeito. É a “jestão” tucana. A Foha batendo num aliado, o que ocorre, já que o jornal é um forte aliado do PSDB no Estado de São Paulo. Os Frias não receberam publicidade suficiente? Ou assinaturas de jornais?

  4. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite.

    Manutenção, segurança e Aerotrem é igual a gravidez.

    Não existe meia manutenção, meia segurança,, meio Aerotrem ou meia gravidez:

    Ou tem ou não tem.

    Esse “economez” é de doer.

    Att,

    Paulo Gil

  5. Pra mim não e novidade alguma, ele já abandonou de vez a qualidade, quem dirá obras de expansão.

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