Doria deve privatizar gestão do Bilhete Único

Brasil, São Paulo, SP, 11/10/2012. Cartão do bilhete único - Crédito:ITACI BATISTA/AE/AE/Código imagem:122763

Com medida, prefeitura estima economizar R$ 456 milhões por ano

ADAMO BAZANI

Com informações Folha de S. Paulo

O prefeito de São Paulo, João Doria, estuda a possibilidade de entregar à iniciativa privada a gestão do Bilhete Único do sistema de transportes, que hoje tem e m torno de 5,6 milhões de passageiros e chega a movimentar cerca de R$ 40 milhões por dia. Estes números são vistos pela prefeitura como um dos principais atrativos para o interesse de investidores privados.

Segundo a SPTrans – São Paulo Transporte, gerenciadora do sistema, 94% dos passageiros de ônibus municipais usam o Bilhete Único e 6% ainda pagam em dinheiro.

Com a medida, a prefeitura estima economizar, pelos valores atuais, R$ 456 milhões por ano, o que corresponde a 15,7% do custo de R$ 2,9 bilhões do sistema, de acordo com o balanço fechado de 2016.

Atualmente, os passageiros compram os créditos do Bilhete Único e passam nas catracas, o valor pago diretamente pelo usuário ou empregador no caso do vale-transporte vai para uma “conta-sistema” administrada pela SPTrans. Posteriormente, a SPTrans repasse este valor para as empresas de transportes (viações, Metrô e CPTM), empresas de recarga do Bilhete Único e confecção de novos cartões. É justamente esta função da SPTrans que seria repassada para uma empresa privada escolhida após licitação. A SPTrans seria apenas fiscalizadora.

Bancos e empresas de cartão de crédito estariam entre os potenciais interessados, de acordo com a estimativa da prefeitura.

As empresas seriam responsáveis por combater fraudes do Bilhete Único, aumentar a segurança e poderiam agregar outras funções ao cartão, como crédito e débito bancário, vale-refeição, entre outros.

Ainda não foi definido como a iniciativa privada seria remunerada.

D +5:

Com a privatização, seria permanentemente aplicada a fórmula D+5 para as empresas de ônibus, ou seja, as viações receberiam pelos passageiros transportados após cinco dias de operação. Por causa de problemas financeiros nos repasses às empresas, foram aplicadas desde o ano passado fórmulas que permitiam o depósito em até mais dias depois da operação.

No período de cinco dias, a empresa privada de gestão do Bilhete Único poderia aplicar o dinheiro no mercado financeiro.

O projeto deve ser encaminhado para aprovação da Câmara Municipal ainda neste semestre.

Doria pretende privatizar ao menos 52 serviços e espaços da Capital Paulista, como o Anhembi, o Parque Villa Lobos e o autódromo de Interlagos.

EXEMPLO PARANAENSE:

Guardadas as devidas proporções e modelos propostos, na Região Metropolitana de Curitiba, no Paraná, já é a iniciativa privada que cuida da gestão da bilhetagem.

O processo começou em 2015, quando houve a desintegração financeira da RIT – Rede Integrada de Transportes que abrangia 13 municípios, contanto a capital, Curitiba.

O sistema da capital paranaense continuou sob gestão da Urbs – Urbanização de Curitiba S.A., da prefeitura, e as linhas intermunicipais passaram a ser gerenciadas peça Comec – Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba, do Governo do Estado do Paraná.

Para as linhas metropolitanas foi criada uma nova bilhetagem, cuja gestão está a cargo da Metrocard, associação que reúne as empresas de ônibus.

O Cartão Metrocard hoje reúne funções como pagamento bancário e cartão de compras no comércio.

Agora com os entendimentos entre o prefeito de Curitiba, Rafael Greca, e o governador do Paraná, Beto Richa, a RIT deve ser integrada novamente e há dúvidas sobre como ficará a bilhetagem eletrônica. O poder público pretende unificar como era antes da desintegração, mas não foi definido como seria o modelo.

GRANDE SÃO PAULO:

Na região Metropolitana de São Paulo, o Cartão BOM, aceito nos ônibus gerenciados pela EMTU e nos trens da CPTM e do Metrô é de responsabilidade também da iniciativa privada.

A empresa operadora do Cartão BOM é a Autopass, das empresas de ônibus do CMT – Consórcio Metropolitano de Transporte, que reúne as viações da Grande São Paulo.

Entre as inovações que a empresa anuncia em seu site estão “implantação do sistema de pagamento de passagens de ônibus com cartão de crédito, débito e pré-pago, pioneiro na América Latina. Ainda em mobilidade urbana, desenvolveu para o transporte sobre trilhos o pagamento de passagens unitárias via QR Code … disponibiliza serviços como extrato detalhado na WEB dos Cartões BOM/BOM+, Recarga fácil pela web, entrega do cartão de transporte em domicilio, entre outras facilidades  ”.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite.

    Este post ebombastico e polemico.

    Opa ai e direito autoral meu, “fiscalizadora” e minha criacao, afinal nunca foi gestora.

    Pra variar, esta matematica esta confusa.

    Qual lei autoriza e por que uma empresa privada, vai ganhar dingeiro no merxado financeoro sobre ???

    D + 5, num pais inflacionario e inadimissivel.

    Pra que serve a “fiscalizadora” ??

    Por que as empresasde buzao nao gerenciam este dingeiro, afinal eles tem despesas diarias de todo tipo ???

    Por que a PMSP econimizara 456 milhoes de reais/ ano ???

    Resumindo, se o BU da despesas a PMSP e obriga as empresas a receberem apos D+ 5, entao…

    Acaba com o BU, pous so esta dando despesa ???

    Ou estou enganado ?????

    Se eu estiver, me corrijam.

    Att,

    Paulo Gil

  2. Se funcionarem as máquinas, e os pontos aumentarem, já e alguma coisa.

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