Gestão Alckmin já cogita tarifa básica de R$ 4,05 e integração a R$ 6,31

Para isso seria concedido aumento linear pela estimativa da inflação apurada pela Fipe

ADAMO BAZANI

A equipe do governador Geraldo Alckmin cogita aumentar todas as tarifas do sistema de transportes metropolitanos de maneira linear, não havendo assim o congelamento da tarifa básica e aumento das integrações superior à inflação, como foi aplicado no domingo e derrubado na Justiça.

Pela proposta, seria usado o IPC – Índice de Preços ao Consumidor, da Fipe, com estimativa para 2016 de 6,58%.

Com isso, o valor da tarifa básica de metrô e trens da CPTM subiria dos atuais R$ 3,80 para R$ 4,05, contando os arredondamentos, e o valor da integração dos sistemas de ônibus com os trilhos passaria dos atuais R$ 5,92 para R$ 6,31.

O congelamento da tarifa básica mediante o aumento de 14,82% na integração entre ônibus e sistema de trilhos, cujo preço foi elevado para R$ 6,80, e também das modalidades temporais integradas do Bilhete Único, foi o principal aspecto questionado na Ação Popular da bancada do PT na Assembleia Legislativa, que teve dois ganhos na justiça, um na sexta-feira e outro ontem pelo presidente do Tribunal de Justiça, Paulo Dimas Mascaretti, obrigando o governo do estado a suspender os reajustes.

Na justificativa apresentada no recurso ao Tribunal de Justiça, a equipe de Alckmin diz que o aumento linear poderia reduzir a receita tarifária em R$ 16,8 milhões no Metrô e na CPTM.

Entretanto, antes da medida, um novo recurso contra a decisão do presidente do TJ deve ser impetrado pela administração Alckmin juntamente com a prefeitura de São Paulo que é responsável pelo Bilhete Único, que permite as integrações.

A medida de reajustes diferenciados foi tomada para que os sistemas de trilhos acompanhassem o congelamento da tarifa básica dos ônibus municipais determinado pelo prefeito João Doria.

Além de descompasso no valor das integrações, um dos temores era de que houvesse uma migração do sistema de trilhos para os ônibus municipais, havendo maior queda de receita da CPTM e do Metrô.

 Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes